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Halloween o cacete; Feliz dia do Saci pra todo mundo!

Manifesto do Saci

Um espectro ronda a indústria da cultura. Como já ocorrera durante a I Guerra Mundial – quando os chamados “ povos civilizados” se matavam entre si nos campos da Europa, como lembra Monteiro Lobato em seu Inquérito, escrito em 1917 –, o espectro do Saci voltou para dar nó na crina das potências que invadem os outros países com uma “indústria cultural” predadora e orquestrada.

O Saci é reconhecido como uma força da resistência cultural a essa invasão. Na figura simpática e travessa do insigne perneta, esbarram hoje, impotentes, os x-men, os pokemon, os raloins e os jogos de guerra, como esbarravam ontem patos assexuados e ratos com orelhas de canguru.

É tempo, pois, do Saci expor abertamente seus objetivos, lançando um manifesto e denunciando o verdadeiro espectro: o espectro do imperialismo cultural. Para tanto, outros expoentes do imaginário cultural brasileiro – como o Boitatá, a Iara, o Curupira e o Mapinguari – reuniram-se e redigiram o presente manifesto.

A cultura popular é um elemento essencial à identidade de um povo. As tentativas insidiosas de apagar do imaginário do povo brasileiro sua cultura, seus mitos, suas lendas, representam a tentativa de destruir a identidade do nosso país. A história de todas as culturas até hoje existentes é a história de opressores e oprimidos. Hoje, como ontem, o Saci apóia, em qualquer lugar e em qualquer tempo, qualquer iniciativa no sentido de contestar a arrogância, a prepotência e a destruição de que é portadora a indústria cultural do império.

O Saci não se reivindica como símbolo único e incontestável da cultura popular brasileira. O Saci trabalha pela união e pelo entendimento das várias iniciativas culturais que devolvam ao nosso povo a valorização de sua identidade cultural. O Saci não dissimula suas opiniões e seus objetivos e proclama, abertamente, que estes só podem ser alcançados por um amplo movimento de resistência cultural, denunciando os malefícios da indústria cultural imperialista. Que ela trema à idéia de uma resistência cultural popular. Nesta, o Saci nada tem a perder a não ser seus grilhões. E tem um mundo a ganhar.

Sacis de todo o Brasil, unamo-nos!

Fonte:  http://www.sosaci.org/oi-nois-aqui.htm



Escrito por Tikão às 16h42
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Sobre os Comentários.

 Obrigado a todos que comentaram até hoje no blog e já por antecipação aos que irão fazê-lo. Entendo que nem todo mundo tem saco, coragem, ou vontade de comentar, no entanto é interessante que os leitores desse blog deêm sinal de vida. Ao menos cliquem ali do lado em votação, e julguem esse blog como bem entenderem. por hora só uma bendita alma deu uma nota dez para a gente, e eu agradeço muito.

 Conto com vocês para fazer do Mundão Véi um espaço público.

 



Escrito por Tikão às 10h49
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Agradecimentos!

 É com muita satisfação que agradeço a presença de todos no churrasco de ontem. Foi um dia inesquecível. O clima de confraternização que emanou de vocês contagiou todo mundo aqui em casa. Sem dúvida foi umas melhores festas que tivemos por aqui. Muito obrigado mesmo pessoal!

 Que este encontro seja o primeiro de muitos!

 Deixe o seu comentário sobre o churrasdo, e de quebra seu e-mail. E me contem como foi na casa de Angelo, pois apaguei e só acordei quando o Gandalf foi puxado pelo Balrog para o buraco de Moria enquanto caia, na exibição do  filme Senhor dos Anéis do SBT.



Escrito por Tikão às 13h16
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A nova lei que estabelece a venda dos pães pelo seu peso é uma droga!

 Motivada pela safadeza de péssimos profissionais do ramo das panificadoras - que roubavam no peso do pão, fazendo o consumidor levar menos do que deveria pára casa - a medida da venda de pão que toma por base seu peso além de dificultar a compra do mesmo o encareceu, levando ao absurdo de aumentos de 20% do preço do produto.

 Assim o pão nosso de cada dia vai ter que ser sempre o de ontem, requentado no forno do fogão...


 Eleições 2006: 

 Alguém aí em sã consciência vai comemorar a vitória do Lula amanhã?


 Eleições 2006; II Parte:

 E a do Sérgio Cabral?


 Maldição Sonora 

 Putz, hoje acordei com a música do Babado Novo na cabeça. Se não me engano a desgraça tem o nome  imfame de "Reboladinha", . E o pior é que o troço não sai dos meus pensamento. Você também já se deparou com essa angústia das músicas chiclete? essas que entram na cabeça e não desgrudam nunca?  

 Semana passada fiquei com a "Sem Você Não Viverei", do Ovelha, na cabeça. Para quem não conhece é aquela que o Jeremias canta na cadeia. Droga para que que eu fui lembra?? voltou. agora tô com um dueto da Vocalista do Babado novo e do Ovelha na minha cabeça.

 Comentem... vasculhem suas mentes... Vamos lembrar das musicas que não nos deixam esquece-las. Nunca...



Escrito por Tikão às 18h33
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Sobre brasas e carnes ...

 Senhores.

 O nosso esperado churrasco vai acontecer no dia 29 (domingo), as 13h (horário de Brasília). Espero todos vocês aqui em minha humilde casa para degustarmos uma carne regada à refrigerante e cerveja. Caso queiram beber outras coisas podem trazer.

 Contando com a presença de todos,

 Tikão, que aprendeu com o mestre churrasqueiro Edinho a calcular o volume de comida por pessoa em churrascos.



Escrito por Tikão às 12h08
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"Infringir a tradição também é uma tradição"

Autor: Alexandre Blok, poeta russo

Buscar na Web "Alexandre Blok, poeta russo"

Quando: Não sei.

Tá aí uma verdade!



Categoria: Citação
Escrito por Tikão às 09h57
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Mundão de Samba Partido Alto; Viva Mestre Candeia!

CANDEIA - OURO DESÇA DO SEU TRONO 

 

OURO DESÇA DO SEU TRONO

VENHA VER O ABANDONO

DE MILHÕES DE ALMAS AFLITAS [COMO GRITAM]

SUA MAJESTADE A PRATA                                                   BIS

MÃE INGRATA INDIFERENTE E FRIA

SORRI DA NOSSA AGONIA

 

DIAMANTES, SAFIRAS E RUBIS

SÃO PEDRAS VALIOSAS

MAS EU NÃO TROCO POR TI

POR QUE ÉS MAIS PRECISA 

DE TANTO VER O PODER

PREVALECER NA MÃO DO MAL

O HOMEM DEIXA SE VENDER

A HONRA PELO VIL-METAL

 

NESSA TERRA SEM PAZ COM TANTA GUERRA

A HIPOCRISIA SE VENERA O DINHEIRO É QUEM IMPERA

SINTO MINHA ALMA TRISTONHA DE TANTO VER FALSIDADE

E MUITOS JÁ SENTEM VERGONHA DO AMOR E HONESTIDADE

 

OURO DESÇA DO SEU TRONO

Escrito por Tikão às 13h37
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Campanha Alvinar Forever!

 



Escrito por Tikão às 11h40
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Mais uma contribuição do Lucas

A bolha de sabão em números
Como a arte inspirou a matemática (e vice-versa) no estudo de figuras geométricas

No século 19, o alemão Karl Weierstrass (1815-1897) conseguiu seu título de doutor honoris causa por desenvolver uma série de ferramentas matemáticas e dar maior rigor às provas de teoremas. Ele já tinha passado dos 40 anos, idade considerada tardia para descobertas matemáticas, e lecionava havia 14 anos no ensino secundário quando publicou seus trabalhos e foi reconhecido como um grande talento matemático. Logo em seguida, recebeu vários convites e escolheu lecionar na Universidade de Berlim. Sua fama de excelente professor atraía estudantes de todas as partes do mundo.

Os trabalhos de Weierstrass foram aplicados muito tempo depois pelo matemático brasileiro Celso Costa, da Universidade Federal Fluminense, que tentava descobrir em seu doutorado uma nova figura geométrica. Para chegar a ela, usou os estudos, particularmente funções, desenvolvidas pelo matemático alemão. O que Costa buscava era algo que vinha movimentando pesquisadores de todo o mundo por 200 anos: descrever matematicamente a forma de novas superfícies mínimas.

A idéia surgiu no começo dos anos 80, quando o brasileiro estava no cinema. "Eu assistia a um filme sobre escola de samba e um sambista desfilava com um bizarro chapéu de três abas. Naquele momento tive a inspiração crucial e final do modo como a figura geométrica da superfície que eu buscava se apresentava no espaço." No século 18, quando tiveram início as pesquisas sobre esse tema, foram descritas três superfícies mínimas: o plano, o catenóide (descoberto em 1740 pelo matemático alemão Leonhard Euler (1707-1783)) e o helicóide (descoberto por Meusnier em 177). Depois disso, ninguém descobriu mais nenhuma. (veja ilustração abaixo).

 

O material utilizado nos primeiros trabalhos era a película de sabão, que acabou sendo útil para a construção da teoria matemática sobre essas superfícies.

E aquela mistura de água com sabão e a argola que se usa para soltar bolhas no ar ainda pode ser usada para explicar o que são superfícies mínimas. A película que se forma na argola antes que ela seja movimentada no ar é a primeira das superfícies mínimas: o plano. A segunda (catenóide) é obtida quando assopramos a argola e a película forma um bojo, antes de chegar a se fechar em bola. Devemos imaginar que a borda inicial formada pela argola seja mantida, ou seja, a superfície é limitada pelas duas bordas e vazada. A terceira (helicóide) é obtida se deformarmos a argola em forma de hélice. As formas que a película vai adquirir no espaço são as superfícies mínimas, ou as superfícies de menor área que cobre um determinado bordo (nesse caso, a argola).

A nova superfície descoberta em 1982 por Costa, (figura abaixo) que levou seu nome, teve grande repercussão no mundo da matemática por resolver um problema antigo. Muitos matemáticos tentavam provar a existência (ou não) de superfícies como a do brasileiro. Além disso, a partir dela, foi possível desenvolver técnicas que permitem hoje a solução de muitos outros problemas na área de superfícies mínimas. O trabalho acabou dando origem a uma série de pesquisas que resultaram na descoberta de novas superfícies, teoremas e novos problemas matemáticos.

Para cada superfície mínima existem equações que geram o objeto em três dimensões. Para as três primeiras figuras descobertas no século 18, as equações eram relativamente simples e facilmente relacionáveis com o objeto em 3D. Mas as equações da superfície Costa já apresentam muitas complicações para a visualização da figura em três dimensões. Então, a partir da descoberta do brasileiro, Hoffman e Meeks, dois americanos da Universidade de Massachusetts, fizeram a imagem computacional exata da superfície. Posteriormente, a descoberta do brasileiro acabou influenciando também o desenvolvimento da computação gráfica.

A superfície Costa tem a forma de um toro - como as bóias do tipo pneu que os banhistas usam para flutuar nas piscinas - com três buracos. Depois de visualizada por computador, foi a vez dessa curiosa superfície geométrica inspirar vários artistas pelo mundo, que acabaram ganhando prêmios com esculturas da superfície Costa, seja em material permanente - metal ou concreto - ou em blocos de gelo nos festivais de inverno dos países frios.

As superfícies mínimas descobertas até o século 18

Até a descoberta de Costa, além do plano, as outras duas superfícies descobertas e provadas matematicamente como sendo mínimas eram o catenóide e o helicóide. Elas são superfícies completamente mergulhadas no espaço tridimensional e não têm linhas delimitadoras que fazem interseção entre si.

 



Escrito por Tikão às 16h55
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Aviso aos navegantes:

Olá amigo leitor deste blog,

 

            Este post é na verdade uma convocação. Sim isso mesmo! Antes de o Thiago me convencer a criar este espaço eu pensava que seria ótimo que um dia tivéssemos a chance de ter um espaço para discutirmos o que e quando quiséssemos. Logo após a criação deste blog eu vi que isto se tornou possível, as pessoas vêm comentando e se expondo como bem fizeram o Fábio e o Lucas. Isso muito me alegrou e renovou meu ânimo ante a possibilidade de real mudança de nosso município, Estado, País, Mundo, Galáxia e, por que não, Universo.

            Pois bem, o blog é um instrumento a serviço da mudança da nossa realidade. É um espaço em que poderemos sempre sair do nosso anonimato e de nossa solidão nas batalhas da vida encontrando outros membros desse contingente de pessoas que como você estão dispostas a fazer alguma coisa acontecer.

            O blog, portanto não é meu, nem seu, nem de quem quer que seja. Ele é de todos os que o freqüentam.  É nosso dever zelar por este espaço. Divulgar, comentar, criticar, elogiar, enfim fazer estas linhas ganharem voz. É a nossa parte no processo de mudança e melhorias que tanto almejamos.

            Não seria justo esconder de vocês nossa postura de esquerda, aliás, acho que quem já acompanha nossas contribuições ao longo do tempo e que nos conhece já deve saber disso. O blog é o porta-voz desse novo bloco que almejamos criar em Cantagalo que milite em prol de uma mudança real e eficaz. No entanto, para que isto aconteça queremos que esta transformação seja fecundada com ampla base democrática, sendo por tanto imprescindível que todos participem deste espaço, quer concordando ou não conosco. Afinal é só a partir de um diálogo sincero e aberto que nos livraremos daquilo que tanto odiamos nessa cidade: a mentira e a incompetência, que são irmãs siamesas. Por isso optamos pela verdade e a competência, como alicerce desse blog e de nossas vidas, e espero que você também.        

   

            Grato pela atenção e contando com a participação de todos,

 

            Tikão.



Escrito por Tikão às 15h42
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"Lema do Mundão"

Autor: Zeca Pagodinho

Buscar na Web "Zeca Pagodinho"

Quando: 22/10/2006

"Já que entramos no prédio errado, o andar é qualquer um."



Categoria: Citação
Escrito por Fábio às 00h03
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O Cederj pode e precisa crescer!

         Venho em nome dos alunos, tutores e coordenadores do Cederj, pedir um pouco mais de atenção com o mesmo. A Fundação CECIERJ/Consórcio CEDERJ, foi criada com a união da autarquia Centro de Ciências do Estado do Rio de Janeiro - CECIERJ e o Centro de Educação a Distância do Estado do Rio de Janeiro - CEDERJ. Fazem parte do Consórcio CEDERJ as seis universidades públicas do Estado, UENF, UERJ, UFF, UFRJ, UFRRJ e UNIRIO e o mesmo visa a disseminação do conhecimento no interior do estado do Rio de Janeiro.

            O aluno do CEDERJ é, na realidade, um aluno regularmente matriculado em uma das universidades públicas consorciadas. Este aluno faz o vestibular e todo o curso de graduação sem sair de sua cidade através de um processo de ensino e aprendizagem semipresencial, recebendo o mesmo diploma dos alunos dos cursos presenciais das universidades participantes.

            Só que nós alunos, queremos muito mais que isso. Queremos ter melhores condições de estudo e trabalho. Nós que fazemos parte da família Cederj, já ouvimos muito sobre melhorias, sobre um espaço só do Cederj, mas até hoje nada foi feito. Mérito do governo que conseguiu essa realização de trazer uma faculdade para nossa cidade, pois com certeza não foi o primeiro que tentou, mas foi o primeiro que obteve êxito e isso não pode ser esquecido. É uma vitória para o interior do nosso estado, pois é o ensino de qualidade atingindo lugares que de repente nunca pensaram em ter uma condição de ensino tão privilegiada, onde os alunos têm a oportunidade de crescer, de adquirir maiores capacidades, saberes que lhe garantirão uma posição prestigiada em sua sociedade. Oportunidade essa que foi trazida para próximo dele e que não deve ser desperdiçada.

            Bem, mas não basta apenas trazer uma faculdade. Todos sabemos que a educação do nosso país precisa de reparos nas condições físicas que os corpos dicente e docente tem para trabalho. Então estou aqui para pedir uma atenção maior para esse grande bem que temos em nosso município e que parece que só tem sido lembrado nas aulas inaugurais de cada semestre e cada vez com um discurso que não se concretiza.      Temos que lembrar que essa é uma oportunidade de muitos alcançarem um objetivo em suas vidas e que de repente não teriam senão fosse por essa oportunidade. O que nós, que fazemos parte da família Cederj queremos é um espaço decente para estudo e trabalho e para que mais cursos possam vir para o nosso município, já que o Pólo de Cantagalo perdeu alguns cursos por falta de espaço, o que é inaceitável.

 

 Escrito por Lucas.

 

 Obs: faça como o Lucas mande seu texto para nós. o e-mail é zanonhistoriador@hotmail.com  . Vamos fazer dessa cidade um lugar melhor.



Escrito por Tikão às 11h31
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Festa do Blog!

  Para afogar de vez as mágoas, tá marcado para o dia fatídico da eleição (29/10) a festa deste bendito blog e de seus amigos e simpatizantes. Assim, por favor, CONFIRMEM  a presença, ou não, na parte dos comentários, para que possamos caucular a quantidade de comida e bedida, principalmente, a ser consumida.

 Já está confirmada a presença do grande amigo Porf. Marco Antônio, que dára uma canja dos sucessos dos anos oitenta, e muitos outros violeiros, dentre os quais me incluo. enfim, o troço promete!Conto com a  confiração, participação e comentários de vocês, caros leitores.

 Por um mundão véi sem portêra, sempre,

 Tikão.



Escrito por Tikão às 07h43
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Idéias

Vivemos a ter um turbilhão de idéias, a maioria delas idiotas, mas são idéias.

Idéias, ferramentas necessárias para evolução humana. São a base para todo nosso desenvolvimento tecnológico, cultural e social.

O ser humano que vive sem idéias não tem nada a oferecer, não tem nada a comentar, não tem nada a argumentar. Por tanto utilize suas idéias, exponha suas idéias.

Seja suas idéias e seus ideais. Sempre que tiver uma idéia, pense nela como a necessidade de vomitar, se não por pra fora faz mal.

Respeite outras idéias e outros ideais. Ouça outras idéias e outros ideais.

Viva suas idéias e deixe suas idéias fluírem como flui nossa vida.



Escrito por Fábio às 03h20
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ZIRALDO - Porque eu vou votar no Lula

     Segundo o Mauro Santayana, que não nasceu em Minas - como o Itamar, que nasceu no mar -, mas é uma instituição mineira, a gente tem que ter muito cuidado com paulista.
     É claro que estou tratando a coisa como uma brincadeira, somos todos brasileiros (meus seis netos nasceram em São Paulo, a esposa do meu filho e os maridos de minhas filhas são paulistas e estou muito feliz com essa arrumação).
     Como em nossa História, porém, nós, mineiros, andamos de pinimba revolucionária com a paulistada, as lendas correm soltas. Os cariocas diziam que mineiros compravam bondes.
    Compravam, sim, confirmam alguns mineiros mais espertos; mas pra vender pra paulistas. Conta-se também que mineiros nunca se importavam de ver seus times sempre perdendo para os times paulistas.
    E explicavam: "Futebol nós perde; o que nós num perde é revolução." Segundo o Mauro, que explica como a frase que vou citar surgiu - história da qual me esqueci -, a rapaziada de Minas mais próxima da fronteira com São Paulo avisa pro resto da mineirada: "Paulista, nem à prazo nem à vista!"
    Taí o Fernando Henrique Cardoso que não deixa a mineirada mentir, não é mesmo, Itamar? Bem, depois de ler esta introdução e ver lá em cima o título do artigo, os mineiros que me leêm neste instante e para quem um pingo é letra já perceberam onde quero chegar.
    Pra simplificar, antes de entrar em considerações é só lembrar ao meu povo - mineiro, como vocês sabem, chama o povo lá de casa de povo - que nós, o Brasil inteiro, ficamos, a esta altura, entregues a duas possibilidades paulistas: ou entra o Álck'min (cujo sobrenome é um desrespeito a Minas, terra dos alquimíns de Bocaiuva) ou entra o Lula que, no fundo, é um metalúrgico paulista que venceu na vida.
    Nunca podemos nos esquecer de que, quando FHC assumiu, o projeto deles era o de ficar 20 anos no poder. Dentro do plano, tiveram a cachimônia (adoro esta palavra!) de inventar o acontecimento mais antiético da história da República brasileira: a reeleição. Ela foi um sujo golpe às instituições, uma medida que nem os militares da ditadura tiveram a coragem de perpetrar, realizada em causa própria - com o principal beneficiário no poder - e conseguida da maneira mais desonesta de que se tem notícia: comprando, por preço nunca sabido, o voto dos deputados que, sem que a imprensa brasileira se escandalizasse ao nível do que se escandaliza hoje, começavam a desmoralizar mais ainda o nosso tão desmoralizado Congresso. Tudo começou com essa gente. E eles querem voltar ao poder.
     "Non pasarán!" - os mineiros têm a obrigação de dizer. A trajetória política do Lula serviu para provar que a alma humana é que atrapalha todos os mais nobres planos de salvação de um povo. A verdade é que ninguém, mas ninguém mesmo, ama o povo. É tudo conversa. As pessoas se movem em torno do poder e só depois é que descobrem uma causa para justificar sua luta por ele (o poder).
     Enquanto o ser humano, como indivíduo, mover-se em função do rancor, da carência afetiva e da inveja, não haverá possibilidade de êxito para qualquer causa coletiva. Mas isso é outra história. O Luis Fernando Veríssimo descobriu a pólvora: Lula é o sertão - vejam sua vitória no Norte e Nordeste; na alma do povo ele é mais de lá do que de São Bernardo - e o Alckmin é da Daslu. Delenda Daslu!


Escrito por Fábio às 17h40
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Continuação -ZIRALDO - Porque eu vou votar no Lula

              Não é possível que nós, mineiros - depois de termos cometido o erro que o Itamar cometeu, este de inventar essa deletéria figura do Fernando Henrique - vamos agora eleger o Alckmin. "Um erro, nós admitimos, dois, não." - como diria o macaco que não devolveu o troco a mais na primeira compra e exigiu o troco a menos na segunda. Tenho certeza de que o Aécio está no palanque apoiando o Alckmin por uma questão de lealdade ao seu partido - onde ele me parece um estranho no ninho, mas já que está lá... - e não por convicção. Ele sabe que Lula tem que ganhar disparado em Minas neste segundo turno para evitar que Alckmin assuma a presidência e mele o projeto nacional de ter o Aécio como presidente do Brasil no próximo pleito. Então, é isto: o Aécio está falando que é pra gente de Minas votar no Alckmin. Mas, todo mineiro sabe que isto é como aquela velha anedota da rodoviária: "Ocê tá dizendo que vai pra Manhuaçu pra eu achar que ocê vai pra Manhumirim, mas, ocê vai é pra Manhuaçu, mesmo". Ou seja, ele tá dizendo pra nós votá no Geraldo, mas é pra nós votá no Lula, mesmo. Para aplacar a consciência dos possíveis eleitores do Lula que não votarão nele com muita alegria, prestem atenção: independente das razões que dei até agora pra nós, mineiros, votarmos no Lula, tenho outras razões mais consistentes.
     Todo mundo fala do escândalo da corrupção no governo Lula. É  realmente assustador, nunca vimos pessoal mais incompetente, mais desastrado, mais canhestro e - vamos lá - mais desonesto.
Quer dizer, mais desonestos já vimos, sim. É só lembrar que a maioria dos escândalos que são atribuídos a estes melancólicos sindicalistas da tropa do Lula, esses peleguinhos de quinta ordem, sempre foram frequentes em administrações anteriores, só não tiveram tanta visibilidade como têm agora. Muitos dos escândalos que se creditam à administração Lula começaram no governo anterior, como o escândalo dos sanguessugas - cujo teor de gravidade pode ser medido pelo valor atribuído ao dossiê que o denuncia - e a fabulosa aventura do Marcos Valério.
      Agora tudo se denuncia, tudo se apura, ainda que tudo vá ficar por isso mesmo, mas vejam um detalhe: a turminha do Lula, meus amigos, é descartável! Eles são ladrõezinhos de m. dos quais o país pode se livrar com um peteleco. Vai ser fácil ficar livre deles. O que nós nunca conseguiremos é livrarmo-nos da oligarquia brasileira, dos bornhauses da vida, dos jereissatis, dos ACMs, dos ricos paulistas que já tiveram a coragem de confessar: "Somos todos corruptos!"
É essa gente que herdou as capitanias hereditárias e que está montada no povo desde que os portugueses chegaram aqui. É essa gente que construiu a parte indecente da história do nosso país. É essa gente que fala em ética, mas acha que aceitar voto de qualquer um é correto.
      É essa gente farisaica que pensa que é melhor do que o povo do Lula. Mas, não é. Temos que dar mais uma chance a este segmento da sociedade que chegou ao poder com o Lula. Eles estão sendo minados o tempo todo, mas, pelo menos, são outra gente. Não quero de volta os hipócritas da paulicéia desvairada. Prefiro o messianismo sertanejo do Lula


Escrito por Fábio às 17h38
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A crise do pragmatismo

            Hoje fui ao clube, bater uma bolinha sabe como é, semana de stress total, faculdade voltando... precisava relaxar. Voltando pra casa, todo roxo como o de costume, vim proseando com dois amigos sobre política local e nacional. Ao desenrolar da prosa tocamos em vários pontos interessantes, vimos que dentre as várias facetas da política, existe sempre uma situação que te prejudica.

            Um desses amigos veio me contando um caso sobre o nascimento de seu primeiro filho. Ele veio contando sobre algumas dificuldades que vinha passando com a nova experiência, e começou a contar a história do parto da criança. O parto ocorreu às duas horas da manhã, não é um horário muito bom para procurar nosso hospital, uma vez que ele não funciona direito durante o dia, mas não dava pra segurar.

Pois bem, como era de se esperar, não havia nenhum médico de plantão, então resolveram ligar para o médico que fez todo o acompanhamento da gestação da criança. O médico não foi localizado, seu celular encontrava-se desligado e tempos depois descobriram que ele estava na praia. Era um problema sério, pois devido a complicações, o parto deveria ser feito por meio de cesariana.

A segunda opção era ligar para um outro médico, por mais que fosse tarde, era uma situação de emergência. O médico foi acordado e ao invés de correr para prestar atendimento, iniciou uma série de perguntas. A bateria de perguntas teve fim numa pergunta até que esperada, mas meio inadequada para ocasião, “é particular ou pelo SUS?”.

Como a pergunta teve a resposta favorável, ele seguiu para realizar o atendimento.

Agora você vai me perguntar: “O que isso tem haver com o pragmatismo?”. Nossa cidade esta cada vez mais ligada a esse tipo de atitudes. A falta de variedade de atendimento, de opção de compras e de oportunidades de serviços gera uma série de sinônimos. “Vai comprar roupa? Vai à loja de fulano de tal”.“Vai comprar móvel? Vai não sei aonde”.

Com isso você tem capital correndo na mão de poucos, poucos que não tem interesse algum em fazer o município crescer, pois esse crescimento é igual a novos negócios e concorrência. Com isso ser especialista em uma área onde existem poucos que trabalham é garantia de riqueza, influência e poder em nossa terra.



Escrito por Fábio às 02h25
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Mundão de Cultura

Nobel de Física 1901

Wilhelm Conrad Röntgen

O escocês James Clerk Maxwell (1831-1879), no século XIX, previu a existência e a natureza das ondas eletromagnéticas, que incluem até a luz visível.

Em 1887, o alemão Heinrich Rudolf Hertz (1857-1894), produziu as primeiras ondas eletromagnéticas artificiais (ondas de rádio), usando conselhos de Hermann von Helmholtz (1821-1894). Entre outras coisas, Helmholtz sugeriu que uma radiação eletromagnética de alta freqüência deveria interagir fracamente com a matéria, à semelhança das ondas sonoras num instrumento de cordas. Sugeriu também que estas ondas poderiam ser muito penetrantes.

Helmholtz chegou a indicar o instrumento adequado para produzir essas ondas penetrantes: a ampola de Crookes, chamada na época de tubo de Crookes, onde eram gerados os misteriosos raios catódicos.

Em 8 de novembro de 1895, Wilhelm Roentgen, utilizando um aparato experimental semelhante ao tubo de Crookes com uma bobina de alta indução, começou a observar os raios catódicos, em um quarto escuro, com o tubo coberto com papel preto. Quando uma descarga era emitida ao longo do tubo, ele notava que uma tela coberta com bário platinocianeto emitia luz fluorescente. O efeito era visível até mesmo quando a tela se encontrava a 2 metros de distância do tubo. Foi observado também que a fluorescência ocorria apenas durante a descarga. Roentgen atribui ao aparecimento do "brilho", uma radiação que saia da ampola e que também atravessava o papel preto. A esta radiação desconhecida mas de existência comprovada, Roentgen deu o nome de Raios X, posteriormente conhecidos também por raios Roentgen. O uso de uma placa fotográfica em lugar da peça de vidro foi o segundo passo de Roentgen, cujo resultado foi a visualização dos ossos da mão de sua mulher que serviu de cobaia.



Escrito por Fábio às 01h42
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Continuação do Mundão de Cultura

 

Roentgen descobriu os Raios X, além de fazer a primeira radiografia da história. Isto ocorreu quando Röntgen estudava o fenômeno da luminescência produzida por raios catódicos num tubo de Crookes. Este dispositivo, foi envolvido por uma caixa de papelão negro e guardado numa câmara escura. Próximo à caixa, havia um pedaço de papel recoberto de platinocianeto de bário.

Conrad Röntgen percebeu que, quando fornecia corrente elétrica aos elétrons do tubo, este, emitia uma radiação que velava a chapa fotográfica, intrigado, resolveu intercalar entre o dispositivo e o papel fotográfico, corpos opacos à luz visível. Desta forma obteve provas de que vários materiais opacos à luz diminuíam, mas não eliminavam a emissão desta estranha irradiação induzida pelo raio de luz invisível, então desconhecido.

Isto indicava que a energia atravessava facilmente os objetos, e se comportava como a luz visível. Após exaustivas experiências com objetos inanimados, Röntgen resolveu pedir para sua esposa pôr a mão entre o dispositivo e o papel fotográfico. A foto revelou a estrutura óssea interna da mão humana, com todas as suas formações ósseas, foi a primeira chapa de raios X, nome dado pelo cientista à sua descoberta em 8 de novembro de 1895.



Escrito por Fábio às 01h41
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Relembrando!

 O Mundão tem comunidade no Orkut meu povo!

 O Link é http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=21436174 vamos participar!



Escrito por Tikão às 11h12
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Gradecido pur oceis tudo, meus cumpanheiro de lida!

 Brigado tudo oceis por intendê o o sintido desse lugarzim nas internteta! Brigado pelas letra que oceis fizeram aí nesses quadradim que aparece quando nóis aponta a seta branca e aperta o lombo do rato, que fica na bancada donde essa televisão mostra essas buniteza que oceis escrevi pra ieu!

 Pra quem achava que isso num ia prestá tô mais que sartisfeito! pra mó de comemorá, voissuncê sugeri uma maneira boa aí pra ieu... Esse matuto aqui fica mais na loca que tatu quando tá de cria, ou juriti nou nim nus dia de truvuada! 

 Ontonce é cum ocês, vamu marca um dia do brog e se estribá nus arreio!  

 



Escrito por Tikão às 01h40
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Mundão de Poesia; Parte II

A função da arte / 1

 

Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff. Levou-o para que descobrisse o mar.

Viajaram para o Sul.

Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.

Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente dos seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto o seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.

E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: - me ajude a olhar.

 

                                                                                                       Eduardo Galeano.

 



Escrito por Tikão às 01h22
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Férias, melhor não tira-las!

Depois de esperar ansiosamente pela minha semana de férias, que é bem verdade que começou no último dia 12, logo na segunda feira - tinha que ser na segunda feira - peguei uma febre dos infernos, da qula só me recuperei hoje de manhã, quando me surpreendi com a garoa que nos molha até o momento, sem falar na conecção da internet que está lenta por causa da bendita chuva. 

 O que virá amanhã eu não sei. Talvez a terra engula minha cama, ou um bimotor cai em cima da minha caixa do contrabaixo, ou mesmo os cupins que nessa época do ano ganham asas descubram a iguaria antiga que é a estante de livros do meu quarto e convidem suas colegas traças para uma boquinha.

 P.s: para completar o dia acabei de receber uma ligação de telemarkting e lá fora tá tocando breganejo. Eu mereço...



Escrito por Tikão às 15h54
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Resolução Política do PCB sobre o segundo turno das eleições presidenciais; parte II

 O PT que emerge das urnas caiu mais para a direita. A esquerda remanescente do PT perdeu diversos parlamentares, reduzindo a sua já mínima influência no partido e no governo. Lula procurou se afastar do PT, atribuindo ao partido todas as mazelas de sua gestão. Uma eventual base parlamentar de Lula será muito mais dependente do PMDB e dos partidos fisiológicos. Um segundo governo Lula tende a ser pior do que o primeiro, até porque as principais entidades de massa estarão ainda mais aparelhadas e dependentes. Daí a necessidade de a esquerda socialista construir organizações sociais classistas, sobretudo de natureza intersindical.

            Mas os comunistas não se omitem nos principais momentos da vida nacional. Não nos furtaremos a dar nossa opinião. Não cairemos no oportunismo do silêncio nem "lavaremos as mãos", para "liberar" o voto dos militantes e simpatizantes do nosso Partido.  

            Mas queremos deixar claro. Não podemos tergiversar nem vacilar: Alckmin é a direita. A vitória dele é a vitória de Bush e a derrota da Bolívia, de Cuba e da Venezuela. É a desintegração do Mercosul e a sobrevida à ALCA. Pode ser a instalação de uma base militar na Tríplice Fronteira, sonho de consumo do imperialismo norte-americano, de olho nas reservas minerais da região (os hidro-carburetos da Bolívia, o aqüífero Guarani).

            Estas constatações não significam concordância com a dúbia e vacilante política externa do governo Lula, que "dá uma no cravo e outra na ferradura". Ao mesmo tempo em que corretamente ajudou Chavez em alguns momentos, diante da pressão norte-americana, manda tropas para o Haiti, a pedido do imperialismo, para garantir um governo fantoche. Enquanto tem um comportamento correto no caso da nacionalização das riquezas naturais da Bolívia, nomeia o ex-Presidente do Banco de Boston para a presidência do Banco Central.

            Foi evidente o esforço da mídia burguesa, às vésperas do 1º de outubro, para levar a eleição para o segundo turno, aproveitando-se da degeneração da corrente hegemônica do PT, marcada pela arrogância, a corrupção, o aparelhamento das entidades e do Estado, a impunidade. Para o grande capital, portanto, para o imperialismo, levar a eleição para o segundo turno foi uma grande jogada para tentar ganhar com qualquer um: com Alckmin, como ele é, ou com Lula mais dócil, fazendo ainda mais concessões, refém dos caciques do   PMDB.  Com dois candidatos e um só programa, com nuances.

            Mesmo assim, no entanto, há que considerar, neste momento, o que mais ajudará a classe trabalhadora a organizar-se para resistir às reformas neoliberais e avançar na luta de classes.

            Identificamos que há nuances entre os dois candidatos que são importantes, com destaque para a defesa da legalidade democrático-burguesa, para alguns aspectos da política externa, para o papel do Estado e para a política de privatizações. Nestes aspectos, um eventual governo Alckmin representaria, claramente, um retrocesso à direita, ainda maior.

            Assim, o Comitê Central do PCB recomenda o voto crítico em Lula, de forma unilateral, independente, sem engajamento na campanha e, muito menos, num possível segundo governo, em relação ao qual continuaremos em oposição.



Escrito por Tikão às 17h55
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Resolução Política do PCB sobre o segundo turno das eleições presidenciais

Resolução Política do PCB sobre o segundo turno das eleições presidenciais

 

O PCB contribuiu decisivamente para a formação da Frente de Esquerda (PCB-PSOL-PSTU), que apresentou a candidatura da Senadora Heloísa Helena à Presidência da República. A campanha, apesar de não lograr uma vitória eleitoral, mostrou para a sociedade brasileira que não existem apenas as sutis diferenças entre o reformismo social-liberal do PT e o neoliberalismo clássico do PSDB. Importantes setores do proletariado e das camadas médias não acreditam na possibilidade de reformar o capitalismo, o que faz com que a esquerda socialista tenha um importante espaço político a ser ocupado.

            As eleições foram marcadas pela despolitização. Os dois principais candidatos disputaram, no primeiro turno, quem propiciou mais ou menos corrupção e quem é o melhor gerente dos interesses do capital. Largas parcelas do eleitorado demonstraram uma ojeriza pela chamada "classe política" e pela bandalheira promovida pelos governos do PT e do PSDB. No entanto, este mal-estar difuso do eleitorado se expressou pela passividade, pela abstenção e pelo voto "cacareco", em personagens como Enéias e Clodovil.  

            A proibição de diversas formas de propaganda não coibiu o abuso do poder econômico. O clientelismo e a compra de votos garantiram a eleição de diversos parlamentares. O voto distrital prevaleceu na prática. O voto de opinião foi derrotado. Teremos um Congresso Nacional despolitizado, majoritariamente composto por despachantes de interesses específicos, alguns escusos.

Esta eleição evidenciou os piores vícios de uma eleição burguesa. Os comunistas, mais do que quaisquer outras forças políticas, têm consciência dos limites do processo eleitoral, apesar de não subestimarem o papel das eleições e da ação parlamentar para a luta dos trabalhadores. Mas a luta institucional deve ser conjugada com a luta de massas. Por isso, propusemos à Frente de Esquerda uma "campanha-movimento", onde as ações de campanha estariam estreitamente vinculadas à mobilização política popular.

            Entendemos que a Frente de Esquerda deve ter continuidade após o processo eleitoral, como um instrumento de luta política dos trabalhadores em torno de suas demandas específicas e gerais. Com Lula ou com Alckmin, a luta será dura, em defesa dos direitos trabalhistas, do patrimônio público, do direito de organização, das liberdades democráticas. Com um ou com outro, o PCB e a Frente de Esquerda estarão certamente na oposição ao novo governo. Na nossa visão, a Frente deve ter uma perspectiva de mais fôlego, de mais prazo, ou seja, constituir-se em um dos núcleos do Bloco Histórico do proletariado, na construção do socialismo. Mas para ter sobrevida e ampliar-se, a Frente tem que enfrentar a questão programática, balizada pela luta de classes, sob pena de limitar-se a ações unitárias pontuais e sazonais.

            Apesar da vitória da constituição da Frente, a campanha não conseguiu ultrapassar os marcos da disputa eleitoral. A marca das campanhas destas eleições foi a desmobilização, e a Frente de Esquerda não fugiu à regra. A ausência de um programa político da Frente contribuiu para a desmobilização e a falta de diálogo com o movimento operário e popular. A candidata expressou a unidade da Frente e comportou-se com muita combatividade. Mas seu discurso, muitas vezes, não se diferenciou da candidatura da oposição burguesa, sobretudo nas questões internacionais.

            O segundo turno acabou refletindo a pobre polarização entre PSDB e PT. O projeto de fundo das duas correntes não se diferenciou, apesar de nuances: a mesma política econômica, as mesmas políticas sociais, a mesma visão do Estado brasileiro. A disputa parece limitar-se à máquina governamental. O PT é o partido social-democrata tardio, de origem operária e apoiado nas estruturas sindicais, que assumiu, no governo, as posturas e o ideário social-liberal. O PSDB é o partido da representação do grande capital, do capital financeiro, centrado em São Paulo e com fortes ligações com o capital internacional. As reformas sindical, trabalhista e previdenciária serão levadas à frente, qualquer que seja o vitorioso, a menos que os trabalhadores, como esperamos, se unam e se mobilizem para barrá-las.

            Geraldo Alckmin é o PSDB sem as tinturas democráticas da resistência à ditadura. É ligado à Opus Dei e ao que há de pior na direita paulista. É o candidato do PSDB da preferência do PFL. Seu governo em São Paulo foi o pior em educação e saúde. Sua política de segurança é de uma truculência exemplar, resultando no recrudescimento do crime organizado. Sua vitória representaria a privatização dos serviços públicos, o império do capital financeiro, uma ameaça real às liberdades democráticas. Sua política internacional, certamente, representaria um grave retrocesso, aprofundando o recuo na área internacional dos últimos anos do mandato de Lula.

            O crescimento de Alckmin na reta final se deu em cima de erros do PT e da campanha de mídia em torno do escândalo do dossiê. Se o governo Lula tivesse iniciado as mudanças prometidas em 2002, sua reeleição em primeiro turno estaria assegurada e com o apoio da maioria esmagadora da esquerda. Haverá segundo turno porque ele deu continuidade às contra-reformas neoliberais e à política econômica de FHC, acentuou a despolitização das massas e a desorganização dos trabalhadores, com a degeneração da CUT e de outras entidades sociais.

Apesar de ter feito uma política que beneficiou o grande capital, Lula não conquistou totalmente a confiança da burguesia, que agora pode querer acabar com a "terceirização", botando na Presidência um burguês original. Lula conquistou os mais pobres, representando uma identidade popular difusa, calcada na sua relação direta com as massas e em programas clientelistas.  

           



Escrito por Tikão às 17h54
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Mundão de Poesia; Parte I



Escrito por Tikão às 17h20
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A imposição tecnológica não perdoa nem nossos botequins

 Bons tempos em que podíamos ouvir música popular brasileira de verdade,

 Quando ao passar nas ruas nos deparávamos com acordes torpes seguidos de lamentações em forma de canção em afinação duvidosa, que retumbavam das imediações dos estabelecimentos comerciais especializados em produtos etílicos, e seus complementos carinhosamente conhecidos pela expressão  "tira gostos".

 Os freqüentadores do bar/botequim,  guiados por algum dos seus pares com conhecimento relativo em música (?), que executava um instrumento, geralmente hamônico, acompanhavam este "maestro" em questão com instrumentos percussivos, ou improvisações desses, como a tradicional garrafa "agogô" tocada com uma colher, garfo, faca, ou qualquer outro taller disponível e a mitológica caixinha de fósforo. 

 Toda essa riqueza tem sido destruída pelas infames máquinas de karaokê. Que além de tornar obsoleto o músico de boteco -  e a interação que ele provoca - impõe ao freqüentador de botequim um repertório que não é seu. Assim os forrobodós, músicas caipiras, forrós, xaxados, valsas, chorinhos e afins dão lugar à músicas de repercussão nacional e mundial, como o sucesso "você para mim foi um sol" de Tetê Espíndola, os Souls de Tim Maia e as músicas do Vilage People.

 Decepcionante; tanto quanto artificial!

 Abaixo os karaokês! Viva a música de botequim genuína! E que as "xanfonas", pandeiros, reco-recos, garrafas, violões afinados em padrões exclusivos e cantorias igualmente executadas em afinações alternativas, voltem a encher o vazio silêncio das nossas madrugadas! 

 



Escrito por Tikão às 02h32
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Na falta do que blogar...

Café cremoso

Ingredientes

- 1 vidro de 100g de café solúvel
- a mesma medida de água fervendo
- 800g de açúcar

Modo de preparo

Colocar na tigela da batedeira (de preferência na Planetária), primeiro o café solúvel, em seguida a água fervendo para escaldar e por último o açúcar.
Ligar a batedeira no máximo e deixar bater até formar um creme bem fofo e homogêneo. Leva de 10 a 15 minutos.
Guardar em embalagem de sorvete (de 2 litros),na geladeira. Dissolver 1 colher (sopa) do café cremoso em 1 xícara de leite fervendo, e saboreá-lo, de preferência nos dias frios! É uma bebida cremosa, muito deliciosa. Tenho certeza que os friorentos vão adorar!



Escrito por Tikão às 13h26
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"A Mi Partido"

Autor: Pablo Neruda

Buscar na Web "Pablo Neruda"

Quando: Sempre

Me has dado la fraternidad hacia el que no conozco.

Me has agregado la fuerza de todos los que viven.

Me has vuelto a dar la patria como en un nacimiento.

Me has dado la libertad que no tiene el solitario.

Me enseñaste a encender la bondad, como el fuego.

Me diste la rectitud que necesita el árbol.

Me enseñaste a ver la unidad y la diferencia de los hombres.

Me mostraste cómo el dolor de un ser se ha muerto en la victoria de todos.

Me enseñaste a dormir en las camas duras de mis hermanos.

Me hiciste construir sobre la realidad como sobre una roca.

Me hiciste adversario del malvado y muro del frenético.

Me has hecho ver la claridad del mundo y la posibilidad de la alegría.

Me has hecho indestructible porque contigo no termino en mí mismo.



Categoria: Citação
Escrito por Tikão às 15h54
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Atendendo a pedidos!

A Síndrome da Prosperidade.

 

 

            Um dos principais desafios em nossa região tem sido a consciência ecológica dos habitantes. É difícil para muita gente sentir a ameaça ambiental quando se pode notar verde por todos os lados, os ciclos de chuva funcionando bem, ou mesmo a sobrevida das matas após as – infelizmente - “tradicionais” queimadas do tempo de estiagem. Mas será que isso tudo não terá um fim um dia?

            Para essa pergunta eu tenho uma resposta categórica e radical: sim! E acredito que estamos caminhando para uma situação bem complicada nesse sentido, assim como o resto do mundo.

            Nunca na história da região tivemos que conviver com cheiros desagradáveis de “cidade grande” em nossas pequenas cidades, como tem acontecido nos últimos tempos, (atenção especial aqui ao caso dos arredores do hospital de Cantagalo) e nem mesmo com a “nebulosa” vinda de resíduos de outras regiões para nossa, para serem destruídos nos fornos das nossas fábricas, sem falar em coisas que não sabemos, ou até mesmo quando outros casos fazem questão de que saibamos de sua existência - como o melancólico “espetáculo” do “cuidado” com o lixo de Cordeiro - que pode ser visto das janelas de nossos carros na BR-116, bem próximo a um outro crime, mas de natureza rodoviária – decorrência direta das asneiras do senhor FHC de privatizar até o chão! Isso sem falar na megalomania insana de alguns que pretende construir barragens, ou obras faraônicas no seio de nossa terra desprezando as conseqüências do impacto desta maluquice na minha e na sua vida. Isso por que quem tem essas idéias cretinas está a muitos quilômetros de distancia daqui contando - e torrando - o dinheiro gerado por estas indecências, que só tem um lado; e esse não é um lado bonito de se ver, pois é o pior. 

             Enfim, estamos copiando o que há de pior em matéria de ecologia das outras experiências fracassadas no passado, ou de outras regiões do país. Até mesmo a educação ecológica, que era uma cultura entre os nossos se perdeu.

            Antes, para boa parte da população o lugar do lixo era o lixo, e não o chão, ou outro lugar desapropriado. É lamentável ver que pessoas, aliás, pessoas que deveriam ser conscientes como estudantes de todos os níveis, inclusive universitários (!), não pensem duas vezes ao arremessar coisas da janela dos ônibus, ou carros na rua ou mesmo nas nossas estradas, por exemplo.

            Mas as causas dessas, bem como de outras situações têm raízes, talvez, nos aspectos estruturais de nossa região, e até mesmo o Brasil sofre desse mal. Parece-me ser esta mazela uma espécie de “síndrome da prosperidade”. Fruto de uma falsa impressão.

            Até onde se sabe nunca se faltou nada em nossa terra. Aliás, até se diz que desde o “achamento” desta porção do cone sul da América tudo que se planta por aqui dá. E na nossa região parece que o processo não foi diferente, o que atraiu os colonos - leiam-se contrabandistas - e depois a coroa foi o ouro, que mesmo tendo durado pouco, logo deu espaço para o café, que reinou absoluto em nosso solo, inclusive o estragando em proporções gigantescas. E quando tudo parecia ter acabado, restando apenas uma agricultura de subsistência atrelada a uma tímida iniciativa de pecuária, eis que surge o cimento - renovando o fôlego de nossa economia - bem como a condenando a orbitar em torno do fantástico pó cinza, “maldição/benção” de nossa terra.

               Como se percebe foram poucos os nossos momentos de carestia. A terra tem sido nossa mãe, nos sustentando ao longo deste longo tempo. Isso sem contar o passado pré-cabraliano, no qual nossos irmãos indígenas puderam desfrutar de todo potencial e esplendor da mãe natureza, extraindo dela o que somente necessitavam, e não aquilo que por ventura poderia ser revertido em lucro; ou coisa parecida. Não é necessário tirar vantagem da natureza, quando só o fato de ela nos manter vivo já é a maior das bênçãos.



Escrito por Tikão às 00h40
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Esse é bom



Escrito por Fábio às 22h33
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É nóis

Vinha caminhando lá pelas banda nesse mundão véi nosso quando me convidaram a mode da uns dois dedim de proza cum ocês...


Escrito por Fábio às 19h38
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Mundão Adverte!

 Não percam tempo com o flime/livro Código Da Vinci, de Dan Brow. Não vale a pena!

Escrito por Tikão às 18h38
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15 de Outubro

 Parabéns a todos os professores!

Escrito por Tikão às 10h25
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Grandes Guerras

http://www.grandesguerras.com.br/

Classificação:

 Sítio especializado nos grandes conflitos do século XX, contendo descriçõies de armamentos, bibliografia, relatos linha do tempo e tudo mais que que você queira saber. Afinal eles tem lá também o serviço "entre em contato", rs. Passem por lá! Vale a pena!

 Palavra de professor de História.



Categoria: Link
Escrito por Tikão às 15h04
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Devaneios da madrugada

 Café, Jô, Adult Swin, Sessão do Descarrego, crise existêncial, R. R. Soares, reprise de Alias, documentário argentino, cupins suicidas se jogando na lâmpada, varredor de rua, móveis estalando, vontade de comer pipoca doce, de tocar contrabaixo e ler história em quadrinhos do Angeli...  

Eis o meu mundo doentio... As veis nem é!



Escrito por Tikão às 01h14
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Blog Véi.

 Antes desse blog houve um outro o http://semportera.zip.net/ . Tem bastante coisa legal lá também. dêem uma olhada.

Escrito por Tikão às 01h03
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Comentem o incomentável...

 Segundo o IBOPE, em pesquisa encomendada pela Rede Globo o quadro eleitoral está da seguinte maneira:

  No Estado do Rio: Serjoca Bral 56%

                           Denise Foiçar 32%

                           Gente com Juízo (leia-se brancos e nulos) 7%

                           Gente ainda boquiaberta (indecisos) 5%

 Quem tiver coragem atire o primeiro comentário! 



Escrito por Tikão às 11h19
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Segura o patuá, cambada!

 Hoje é sexta-feira treze!

Escrito por Tikão às 11h05
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Mundão Literário recomenda: Bibliografia a respeito de Cantagalo.

 

 

1.     DIAS, Acácio Ferreira. Terra de Cantagalo: subsídios para a história do município de Cantagalo. Rio Bonito: Artes Gráficas Cantagalo, 1942.v.I.

2.     DIAS, Acácio Ferreira. Terra de Cantagalo: subsídios para a história do município de Cantagalo. Rio Bonito: Artes Gráficas Cantagalo, 1942.v.II.

3.     TOMÁS, Amélia. Mão de Luva, o fundador de Cantagalo. Cantagalo: TIPOCAN – Industria Gráfica Ltda, 1990.

4.     ERTHAL, Clélio. Cantagalo: Da miragem do ouro ao esplendor do café Niterói: GRAFICA ERTHAL LTDA, 1992.

5.     GUZZO, João Nicolau. O Sobrado: memórias e Histórias de uma geração. Macaé: gráfica Silva Santos Ltda, 1998. 

6.     CARVALHO, Sebastião A. B. de. O tesouro de Cantagalo: A fascinante história de Manoel Henriques o “Mão de luva” nos “Sertões de Macacu”. Niterói: Gráfica do Colégio Salesiano Santa Rosa, 1991.

7.     CARMO, Gerson Tavares do - A Extinta Estrada de Ferro Cantagallo/RJ: Percurso de uma investigação sócio-cognitiva de narrativas orais, Campos dos Goytacazes, Dissertação de Mestrado, Universidade Estadual do Norte Fluminense, 2001.

 

8.     BOM, Henrique. Imigrantes: a saga do primeiro movimento migratório organizado rumo ao Brasil às portas da independência. 2. ed. Nova Friburgo, Imagem virtual, 2004.



Escrito por Tikão às 22h52
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AJUDA DESNECESSÁRIA

 

 

            É praxe entre os eleitores interioranos colocarem como padrão da economia eleitoral o padrão “ajuda/bondade” dos seus candidatos. Desconsiderando toda a ideologia partidária, bem como os reais interesses dos concorrentes, estes eleitores se associam a lideranças pelos favores que estes lhe tenham feito, ou venham fazer, não considerando o conteúdo das propostas e programas de governo que o tal candidato venha apresentar.

            Por trás dessa lógica (?), que o eleitor teima em considerar justa e ideal - haja vista que a justificativa capenga dessa maneira de entender o processo democrático se apóie no pressuposto de que se o candidato “x” o ajuda, ajudaria a todos - está o que considero mais podre entre os seres humanos: a mediocridade egoísta.

            Longe de se importar com a sua cidade, seu estado e seu país, este tipo de eleitor, importa-se somente consigo mesmo. Não interessa a ele o que o seu candidato faz nos bastidores do poder, desde que os benefícios que este candidato o garantam sejam atendidos.

            Uma viagem a um hospital em carros não destinados a tal função, um remédio doado com dinheiro desviado, uma conta de luz, gás, água, etc. paga; qualquer favorzinho meia boca é necessário para transformar o maior dos pilantras - que se utiliza da impunidade e da safadeza descarada para garantir seu direito ao ócio e o acesso fácil público – em Deus desse tipo de eleitorado.

            Quiçá um dia termos, majoritariamente entre os eleitores, como critério de escolha do melhor candidato, o projeto social apresentado pelo mesmo. Que os debates fossem, além de obrigatórios para todos os candidatos, pontuados, não pela troca de denuncias de corrupção, mas pelo confronto de projetos políticos. E quem sabe nesse dia o eleitor possa notar que o seu “benefício” assegurado fosse não uma ajuda - como ele teima em acreditar - mas uma mazela da “democracia” burguesa, que tem como alicerce o infantil e asqueroso egoísmo desse tipo de eleitorado, que em um dos seus poucos momentos de lucidez cunha provérbios de extrema sabedoria, que inclusive servem de norte para a compreensão de sua condição, como o que diz que cada povo tem o governante que merece.

            Lutemos por este dia, é o que nos resta!



Escrito por Tikão às 11h31
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Novo Sítio...

Mudamos de casa.

Seja novamente bem-vindo. se aprochegue e continue comentando, esse blog agradece.



Escrito por Tikão às 20h06
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