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MUNDÃO INFORMA!
RECADO URGENTE!
PARA QUEM É CABEÇA DE VENTO COMO EU, LEMBRO-LHES QUE PREENCHAM O QUANTO ANTES O FORMULÁRIO DE DECLARAÇÃO ANUAL DE ISENTO NAS CASA LOTÉRICAS OU NESTE LINK: http://dai.receita.fazenda.gov.br/aplicacoes/atcta/isentos/2006/dai.asp
O PRAZO ACABA AMANHÃ (DIA 30/11)!!!!!!!!!!!!!
Sem mais delongas, o informe do mundão se despede. Bom dia... ou tarde, noite, madrugada, manhazinha, tardinha, ah sei lá que horas vocês estão lendo isso, oras! 
Escrito por Tikão às 12h36
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Os Indiferentes; por Gramsci
Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que "viver significa tomar partido". Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.
A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica.
A indiferença atua poderosamente na história. Atua passivamente, mas atua. É a fatalidade; e aquilo com que não se pode contar; é aquilo que confunde os programas, que destrói os planos mesmo os mais bem construídos; é a matéria bruta que se revolta contra a inteligência e a sufoca. O que acontece, o mal que se abate sobre todos, o possível bem que um ato heróico (de valor universal) pode gerar, não se fica a dever tanto à iniciativa dos poucos que atuam quanto à indiferença, ao absentismo dos outros que são muitos. O que acontece, não acontece tanto porque alguns querem que aconteça quanto porque a massa dos homens abdica da sua vontade, deixa fazer, deixa enrolar os nós que, depois, só a espada pode desfazer, deixa promulgar leis que depois só a revolta fará anular, deixa subir ao poder homens que, depois, só uma sublevação poderá derrubar. A fatalidade, que parece dominar a história, não é mais do que a aparência ilusória desta indiferença, deste absentismo. Há fatos que amadurecem na sombra, porque poucas mãos, sem qualquer controle a vigiá-las, tecem a teia da vida coletiva, e a massa não sabe, porque não se preocupa com isso. Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso. Mas os fatos que amadureceram vêm à superfície; o tecido feito na sombra chega ao seu fim, e então parece ser a fatalidade a arrastar tudo e todos, parece que a história não é mais do que um gigantesco fenômeno natural, uma erupção, um terremoto, de que são todos vítimas, o que quis e o que não quis, quem sabia e quem não sabia, quem se mostrou ativo e quem foi indiferente. Estes então zangam-se, queriam eximir-se às conseqüências, quereriam que se visse que não deram o seu aval, que não são responsáveis. Alguns choramingam piedosamente, outros blasfemam obscenamente, mas nenhum ou poucos põem esta questão: se eu tivesse também cumprido o meu dever, se tivesse procurado fazer valer a minha vontade, o meu parecer, teria sucedido o que sucedeu? Mas nenhum ou poucos atribuem à sua indiferença, ao seu cepticismo, ao fato de não ter dado o seu braço e a sua atividade àqueles grupos de cidadãos que, precisamente para evitarem esse mal combatiam (com o propósito) de procurar o tal bem (que) pretendiam.
A maior parte deles, porém, perante fatos consumados prefere falar de insucessos ideais, de programas definitivamente desmoronados e de outras brincadeiras semelhantes. Recomeçam assim a falta de qualquer responsabilidade. E não por não verem claramente as coisas, e, por vezes, não serem capazes de perspectivar excelentes soluções para os problemas mais urgentes, ou para aqueles que, embora requerendo uma ampla preparação e tempo, são todavia igualmente urgentes. Mas essas soluções são belissimamente infecundas; mas esse contributo para a vida coletiva não é animado por qualquer luz moral; é produto da curiosidade intelectual, não do pungente sentido de uma responsabilidade histórica que quer que todos sejam ativos na vida, que não admite agnosticismos e indiferenças de nenhum gênero.
Odeio os indiferentes também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço contas a todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e impõe quotidianamente, do que fizeram e sobretudo do que não fizeram. E sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas. Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura que estamos a construir. Nessa cidade, a cadeia social não pesará sobre um número reduzido, qualquer coisa que aconteça nela não será devido ao acaso, à fatalidade, mas sim à inteligência dos cidadãos. Ninguém estará à janela a olhar enquanto um pequeno grupo se sacrifica, se imola no sacrifício. E não haverá quem esteja à janela emboscado, e que pretenda usufruir do pouco bem que a atividade de um pequeno grupo tenta realizar e afogue a sua desilusão vituperando o sacrificado, porque não conseguiu o seu intento.
Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes.
Escrito por Tikão às 08h59
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Se essa moda pega...
"Matei, vou ficar preso e sei que ele vai ficar preso também, mas lá embaixo da terra".
Declaração do advogado João Bosco Guimarães ao ser preso pela polícia militar pelo assassinato do promotor Fabrício Ramos Couto, logo após ter entrado no fórum, perguntado onde era o gabinete do promotor e entrar disparando vários tiros. Lá em Marapanim, no Pará. (fonte: http://www3.atarde.com.br/brasil/interna.jsp?xsl=noticia.xsl&xml=NOTICIA/2006/11/24/1033621.xml)
Inevitável não pensar na conversa que tivemos, eu, Fábio e Tikão, lá na praça de cantagalo, em pleno anoitecer de uma dessas quartas-feiras.
Esse foi pego em flagrante. E os outros que não são?
Escrito por Marco às 22h00
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Um Blog "sem comentários" II (1/2)
Este é um comentário público. Deveria postá-lo somente para o Tikão, mas concordo com tudo o que ele escreveu no texto aí embaixo.
Pois é. Me sinto compelido a reiterar o pensamento do nobre amigo Patrick, O Tikão.
Você aí. É, você mesmo que está lendo agora esta frase.
Por acaso já leu tudo o que está publicado aqui no Mundão? Não? Por quê? É muita coisa? É muito chato? Não teve tempo de ler? Acessou pra ver qual era dessa parada e viu que só tem texto e desistiu? Entrou só pra aumentar o número do contador? Achou isso tudo aqui uma merda? Não concorda com nada disso?
Então, nobre visitante leitor, é exatamente sobre isso que o camarada Tikão expõe no texto aí de baixo. Se você se enquadrou em algumas dessas perguntas ou em uma pergunta que não fiz mas se assemelha à situação, deve parar sua leitura por aqui mesmo e sair deste Blog.
Não parou porquê?
Não faça isso meu amigo. Você tem escolha, eu não. Você pode parar de ler agora, enquanto há tempo. A menos que você tenha dificuldade em parar de ler como eu tenho em parar de escrever... J
Muito bem, já vi que sensatez não é muito seu forte. Ok, vou continuar com o que comecei.
Escrito por Marco às 16h45
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Um Blog "sem comentários" II (2/2)
Partindo da premissa que alguma das pessoas com quem falamos sobre o Mundão leu alguma coisa realmente, eu pergunto pra você que - corajosamente, reconheço, continua lendo até agora – nunca comentou nada até o momento: por que não fez isso? Não sabe como fazer o comentário, não quer comentar porque acha isso uma babaquice ou não comenta porque não tem nada pra falar?
Se você respondeu que é uma das duas primeiras respostas, tudo bem, vá lá, ainda tem jeito. Mas se respondeu a última, então meu amigo, você é o que mais precisa ler e se informar. Se aculturar de alguma maneira. Nem que seja através de um simples Blog, absorvendo homeopaticamente essas pílulas de visões diferenciadas e multifacetadas das experiências trocadas aqui na sua forma escrita.
Este Blog surgiu de uma idéia simples, e é mantido por pessoas simples, que têm como objetivo comum agir – de alguma maneira - em relação a tudo e a todos que se opõem à ética, ao bom-senso e à coletividade.
Por isso meu caro, ilustre – e por que não dizer? – sazonal visitante, você se manifestar na forma de um comentário é tão importante para nós. Parafraseando o nosso filósofo de plantão – e o indignado dono deste Blog - A verdadeira democracia se fundamenta no confronto de idéias.
E, se ainda assim, você não quiser (ou não gostar) de se expor publicamente, tudo bem, nós respeitaremos sua vontade. Mesmo porque não tem outro jeito. Mas se esse for o caso e sentir aquela vontade de dizer alguma coisa, mande um e-mail. Para o Tikão (o endereço está lá em cima, do lado do bonequinho dele) ou para mim mesmo, tanto faz. Afinal, você deve ter um. Já está acessando até Blog’s... J
No mais é isso aí.
Um forte abraço a todos. E não se esqueça de comentar. Aproveita por que ainda é de graça... J
Marco Antonio.
Escrito por Marco às 16h45
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Um blog “sem comentários”!
Festejamos o nascimento desse blog, e se tudo der certo os mil acessos também serão comemorados, mas até então só tivemos um record de comentários, as quatro observações dos leitores sobre o exílio de Genô, que para minha satisfação está muito bem lá na casa da minha tia. Inclusive já andou dando o ar da graça devorando os tomates que meu tio que após anos de espera iria colher. Essa é a nossa amigona anarco-punk!
No entanto, os demais textos, mesmo as contribuições mais polêmicas e ácidas não foram alvo de comentários, nem que fosse um vocês estão errados seus filhos da p@#$%¨! Poxa pessoal, onde estão vocês?
O blog é o nosso espaço, oras! É para você que sempre foi considerado o cara (ou a menina) problema, por se indignar, e que na sua família é tido como ovelha negra. Ou mesmo você, que lá na sua igreja sempre foi perseguido, por te acharem herético, ou possuído por encostos só porque você via o erro onde ele está. Mas mesmo se você é uma pessoa que não se encaixa nesse perfil, também és bem-vindo. O blog é nosso! Defenda seu ponto de vista, e se abra para o que o outro tem a dizer. Isso não mata ninguém!
Pois isso, e muito mais, pessoal sintam-se em casa. Soltem o verbo! Mandem ver! Ninguém vai processar ninguém por dizer o que pensa, o tempo da censura ficou no passado. Comentem, critiquem, falem mal do meu Botafogo! Reclamem dos textos! Sei lá, mas, por favor, se expressem. É tempo de participar! A verdadeira democracia se fundamenta no confronto de idéias. Façamos valer as melhores! Ou você quer continuar calado e engolindo as abobrinhas que tem sido ditas e feitas por aí? A escolha é sua!
Escrito por Tikão às 08h49
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Reajuste Salarial (1/3)
Assistindo ao jornal pela manhã, fiquei perplexo com duas notícias. Resolvi buscá-las e comentar com vocês. Existe um movimento no congresso (como sempre) que deseja votar o aumento dos salários dos parlamentares baseado em um reajuste de 91,4% (quase o dobro). Isto elevaria os atuais salários de R$ 12,8 mil para a bagatela de R$ 24,5 mil. Abaixo, um trecho de uma das reportagens que encontrei:
“BRASÍLIA - O líder do PT na Câmara, Henrique Fontana (RS), é contra um reajuste de 91,4% dos salários dos parlamentares ainda este ano para a equiparação com os salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mas defendeu que o Congresso aprove um mecanismo de reajuste que corrija as perdas salariais a cada quatro anos. Segundo ele, é preciso haver reajuste dentro da razoabilidade, com base em índice inflacionário. Há um movimento no Congresso para elevar os salários dos parlamentares dos atuais R$ 12,8 mil para R$ 24,5 mil, recebidos pelos ministros do STF.”
- A cada quatro anos tem que ter um reajuste dos salários. Não podemos imaginar que o salário dos parlamentares seja tratado de maneira diferente do dos demais trabalhadores. Proponho que seja tratado com transparência total e de maneira semelhante ao que acontece hoje nos Estados Unidos. O tema salário deve ser tratado com total lisura e transparência - disse.” (Fonte: O Globo OnLine, reportagem na íntegra: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2006/11/22/286750838.asp)
Escrito por Marco às 16h02
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Reajuste Salarial (2/3)
Não vou falar nada sobre isso porque é surreal demais para mim. A responsabilidade que esses homens acreditam ter e a remuneração adequada (segundo eles próprios, é claro) para tais cargos deve ser - realmente – mais importante do que qualquer outra profissão existente e conhecida.
Por outro lado, foi aprovada na câmara a medida provisória que prevê o reajuste de 5,01% para os aposentados que ganham acima de um salário mínimo depois de 3 meses de espera. Votação essa que segue para o senado porque a base aliada do governo suplantou a oposição, que pleiteava um reajuste de 16,67% para os aposentados. Vamos a uma conta simples:
R$ 350,00 x 5,01% = R$ 17,54 => R$ 350,00 + R$ 17,54 = R$ 367,54
R$ 12,8 mil x 91,4% = R$ 11,7 mil => R$ 12,8 mil + R$ 11,7 mil = R$ 24,5 mil
Enquanto um aposentado deverá receber um aumento de R$ 17,54, um parlamentar deverá receber um aumento de R$ 11,7 mil. Eu não sei quantos parlamentares são ao todo, mas será que esse valor de reajuste faraônico é realmente necessário? O fato de estarem no poder e, de certa forma, no comando do País, já não deveria ser uma grande parte da sua remuneração? Pelo menos, nas propagandas veiculadas antes das eleições, o que se tentava era diminuir o número de votos nulos e brancos dizendo que nós éramos os patrões. Até parece...
Abaixo, um trecho de uma das reportagens que encontrei:
“A base aliada do governo na Câmara dos Deputados derrotou a oposição nesta terça-feira (21) e aprovou a medida provisória que reajusta em 5,01% os benefícios dos aposentados que recebem acima de um salário mínimo. A oposição brigava para tentar subir o percentual para 16,67%. O resultado foi o primeiro teste para valer entre governo e oposição na Câmara após as eleições de outubro. Foram 185 votos contra os 16,67%, 158 a favor e quatro abstenções. A MP agora segue para o Senado.
(...) No cálculo do governo, o reajuste de 16,67% causaria um impacto de R$ 7 bilhões nas contas públicas, o que era considerado inviável para o Palácio do Planalto.”(Fonte: Diário da Notícia, reportagem na íntegra: http://www.diariodanoticia.com.br/index.php?pg=noticia&cod=20121&tipo=)
Escrito por Marco às 16h02
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Reajuste Salarial (3/3)
Eu fico aqui matutando com meu computador e pensando que nada sei sobre a matemática deles, e uma pergunta não se cala: aumentar 7 bilhões no orçamento para melhorar a vida de quem já trabalhou e contribuiu para o governo mais de 60 anos não pode porque onera demais os gastos públicos; mas permitir um aumento de 91,4% para os parlamentares do congresso pode?
Curioso é a defesa ferrenha dos parlamentares, afirmando que o salário deve ser reajustado a cada quatro anos, o período de um mandato. E, se bem me lembro, ouvi na reportagem do jornal que isso sempre foi feito assim, pois são os parlamentares do governo atual que votam o reajuste salarial para os parlamentares do governo posterior. Legal, né? Aí criam-se os “cala-boca” que são distribuídos à esmo para o povão. A política do “um real”, os “bolsa-isso, bolsa-aquilo”, os “vale-isso, vale-aquilo”. Tudo para o povo ficar feliz até a próxima eleição. E votarem do mesmo jeito que votaram até agora, porque se sentem ameaçados com a perda de todo esse incentivo à mendicância. Duro, mas é verdade. Muitos fazem bom uso desses benefícios, mas já estamos cansados de assistir nos jornais e tele-jornais às fraudes que surgem dentro desses programas assistenciais “oficiais”.
E aí malandro, que a meiúca - nós da classe média – se vire para agüentar o arrocho salarial e o aumento da carga tributária.
Eu que sou professor, servidor público estadual, não vejo um centavo a mais na minha remuneração a bastante tempo. Os colegas mais antigos afirmam que a exatos 12 anos não se tem um reajuste salarial. O governo do estado alega não ter recursos suficientes para isso. Mesmo com o repasse do governo federal. Mesmo com os royalties do petróleo. Mesmo com a UNESCO. Mesmo com os impostos. Eu diria hoje para os companheiros professores e demais trabalhadores: “Que a força esteja com vocês!”
Porque nós vamos precisar mesmo. E muito.J
No mais é isso aí.
Um forte abraço. E que a força esteja com vocês.
Marco Antonio.
Escrito por Marco às 16h01
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O Mundão é mil!
Mesmo com a urucubaca dos que torceram contra, este cantinho virtual a gente segue firme no intuito de levar até você amigo leitor informação e entretenimento de qualidade com muito bom humor. E até onde estamos parece que a coisa tem dado certo: chegamos aos 1000 acessos! Sim, inauguramos o quarto dígito do contador, e isso num intervalo de menos de dois meses. Eita Nóis!!!!!!!
Parabéns a vocês! Parabéns a todos que colaboraram! E (snif!) parabéns para todo mundo desse Mundão Véi Sem Portêra®, em especial à Perla que faz aniversáriao hoje!
Viva esse Blog doido! Vamos comemorar! E que venham os 10000 acessos!
Escrito por Tikão às 01h09
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Cola
Durante a aplicação de provas, percebi que um papelzinho suspeito passava – naquele exato momento – por algumas mãos. Com um olhar característico, solicitei que parassem com a cola.
Ao final da avaliação, um aluno aproximou-se para justificar a atitude ilícita. E retirou o papel do bolso. Nele estava escrito:
“S.O.S.
Passe alguma coisa.
Qualquer coisa!
Socorro!!!”
Escrito por Marco às 14h05
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Avaliação é mesmo necessária? (1/4)
Navegar é preciso...
Avaliar também...
E aproveitando que falei em avaliação, eu pergunto: é preciso realmente avaliar? Certamente um grupo de alunos meus responderá que não. Se considerarmos as motivações e justificativas dadas, perceberemos que não são tão irrelevantes assim.
Para mim o verbo avaliar pertence a uma classe que chamo de “Ação-Conceito”. Não se espante com esta definição sintático-neológica e nem a procure nos livros de gramática, pois não vai encontrá-la. Trata-se de uma forma particular de ambientar a situação verbal ao contexto humano. Considero que a ação de avaliar e o conceito “avaliar” provocam uma dualidade sutil e parcialmente subjetiva em função da convergência da sua compreensão em situações essencialmente antagônicas: sim ou não, certo ou errado, pode ou não pode, deve ou não deve, verdadeiro ou falso. (Sinto-me compelido a dizer que, sobre a análise de situações duais, do tipo verdadeiro ou falso, encarregou-se Aristóteles de iniciar a construção de uma teoria em que pudéssemos – com um número finito de técnicas – demonstrar para confirmar ou refutar conjuntos de sentenças tautológicas ou não. Nessas sentenças o conteúdo não é considerado. Hoje, esta teoria é chamada de Lógica Matemática.)
Aqui me restrinjo à conotação educacional do verbo: a partir de parâmetros – em geral, preestabelecidos – conhecidos e/ou estudados, saber se um indivíduo está apto e/ou possui condições física e/ou intelectuais de prosseguir dentro de um ou mais processos de aprendizagem, quaisquer que sejam esses processos e os níveis dessa aprendizagem. Pois, segundo o Aurélio, AVALIAR pode ser:
Verbo Transitivo Direto
1. Determinar a valia ou o valor de:
2. Apreciar ou estimar o merecimento de:
3. Calcular, computar:
4. Fazer idéia de; supor:
5. Reconhecer a grandeza, a intensidade, a força de:
6. Fazer a avaliação de:
Verbo Transitivo Direto e Indireto
7. Determinar a valia ou o valor, o preço, o merecimento, etc.; calcular, estimar:
Verbo Transitivo Indireto
8. Fazer a apreciação; ajuizar:
Voz Passiva
9. Reputar-se, considerar-se:
Escrito por Marco às 14h02
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Avaliação é mesmo necessária? (2/4)
A ação de avaliar é inerente ao ser, seja por experiência, instinto ou raciocínio. Um animal selvagem, por exemplo, tem suas atitudes coordenadas pelo instinto. Na caça, na procriação, criação e cuidado com os filhotes até que esses atinjam certa idade e possam viver sem a dependência materna. E observe que esse tempo é na verdade a maturação dos instintos, para que se possa avaliar as condições ideais para o acasalamento, para buscar o alimento e para se manter vivo e recomeçar o ciclo. Em cada uma dessas situações, o animal avalia sem necessariamente conhecer o conceito de “avaliar”. Mas ele o faz.
O Conceito avaliar, como citei acima, ao longo do processo educacional, foi reduzido a uma situação dual do tipo certo ou errado. O conceito avaliar carrega em sua essência a representação/conotação cognitiva de objetos e/ou idéias geradas através de situações (em geral, uma seqüência de acontecimentos relevantes), onde as características da aprendizagem do indivíduo – sujeito ativo ou passivo no processo – desenvolve a sua capacidade de formular, definir, caracterizar, conjecturar e julgar, culminando em uma tomada de decisão que, inserido em determinada circunstância – os contextos particulares, situações específicas no aprendizado humano – julga-se ser a mais correta, e não a correta.
Escrito por Marco às 14h02
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Avaliação é mesmo necessária? (3/4)
Isto fica muito claro quando bebemos na fonte de certos pensadores (pedagógicos ou não) como Maria Augusta Sanches Rossini, Tânia Zagury, Içami Tiba entre tantos outros conhecidos e não tão contemporâneos assim como Piaget e Vigostsky, onde percebemos que é indissociável o trio educação-aprendizado-ação. E não estou fazendo simplesmente apologia às teorias não aplicadas por falta de capacitação e/ou comprometimento dos profissionais da área, refiro-me à banalidade com que tratamos a ação de avaliar quando nos conscientizamos do conceito avaliar. Essa degeneração conceitual promoveu um descuido no trato humano e no crédito das suas inteligências e competências múltiplas e provocou, muitas vezes, danos irreparáveis. Mesmo com os PCN, a transversalidade disciplinar, a nova LDB, não conseguimos, dentro deste sistema educacional arcaico - onde o produto final sempre é a formação de mão de obra específica em detrimento de indivíduos críticos o suficiente para pensar e reformular o sistema produtivo brasileiro – retornar ao amplo significado de avaliar. Falta-nos estrutura, capacitação, verbas, e tantas outras coisas que poderia citar, mas uma coisa, quando falta ou se falta, deve-se pura e simplesmente ao profissional: sua motivação pessoal em estar comprometido verdadeiramente com o aprendizado, e portanto, imparcial e indiferente – até certo ponto, claro – com essas questões que impedem a melhoria do processo avaliativo.
Se o comprometimento é fundamental, a criatividade e o respeito à capacidade individual humana são os desmembramentos naturais do processo avaliativo por parte do profissional. É condição sine qua non a valorização das (outras) habilidades do indivíduo avaliado, bem como suas experiências pregressas. A avaliação formal é necessária enquanto estamos analisando uma das partes de todo o processo avaliativo: a compreensão e retenção teórica e suas aplicações imediatas. Mas a questão maior sempre será: o que fazer com toda essa informação? E é justamente nesse ponto em que a ausência do conceito avaliar se faz mais presente. A pergunta é velha conhecida de muitos professores, principalmente de matemática. Não é raro questionamentos com indagações incisivas como “mas professor, por que eu preciso saber isso?”. A resposta não é simples, a pergunta é lícita e cabe ao profissional ter o bom senso de trazer à tona a responsabilidade do indivíduo para esse questionamento. Não existe uma resposta somente. Uma delas, acredito eu, seria: “Depende. Para que você acha que serve isso?”. Obviamente, ter conhecimento e domínio sobre o quê se “ensina” é fundamental para se manter no mercado de trabalho. Mas ter conhecimento de ramos onde existirão respostas para aquele tipo de pergunta, é valorizar o aprendizado e o questionamento do indivíduo, além de demonstrar capacidade inter-relacional e competência técnica.
Escrito por Marco às 14h00
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Avaliação é mesmo necessária? (4/4)
O lado negro de quem avalia é a convergência da figura do profissional, da pessoa do profissional com o tipo de conteúdo que se avalia. É comum eu escutar frases do tipo: “Detesto aquele professor!”. “Aquele” professor sou eu. Esse mimetismo forçado entre o que não se gosta (ou não se deseja) e a figura de quem o impõe (de certa forma é isso que acontece, não é?) torna-se um dos piores inimigos do processo educacional e, portanto, do processo avaliativo. O sujeito desse processo nunca entenderá (e desejará) a questão ser avaliado. Para ele, o que se faz é classificá-lo como um produto, através de um rótulo: você sabe ou não sabe, portanto você continua ou não. Isso é um crime contra a auto-estima do ser humano! Não nego que é um mal necessário em várias situações, mas ainda assim, podemos contornar tais situações de maneiras bem mais criativas do que repassando toda a responsabilidade para o sujeito, enquanto esta é, em grande parte, nossa, agentes promotores do processo avaliativo.
A maturidade do indivíduo tornou-se uma variável de grande importância nesse processo e, como tal, merece bem mais atenção e respeito. No ensino seriado, classifica-se a condição cognitiva individual para o aprendizado pela faixa etária. Ora, todos nós conhecemos ou temos algum caso que poderíamos citar sobre isso. Minha curta, mas fértil experiência com EAD (Educação à Distância), permitiu que conjecturasse mais a respeito do assunto, inevitavelmente concluindo sempre a mesma coisa: a maturidade do indivíduo tornou-se mais importante do que sua classificação pseudo-temporal para aprender.
Indivíduos de diferentes idades possuem diferentes capacidades cognitivas, assim como experiências distintas e saberes múltiplos. Mas não nos utilizamos disso enquanto profissionais e referência para eles. Então, como esperar que um processo avaliativo seja eficaz e desperte no sujeito a compreensão e a vontade de ser avaliado?
Atualmente, eu foco boa parte dos meu esforços e habilidades no crescimento da maturidade desse indivíduo e no desenvolvimento da sua responsabilidade dentro de todo o processo educacional/instrucional e avaliativo. Até o presente momento tem se mostrado uma alternativa humana bem mais digna.
Digo por experiência própria: É difícil, mas não é impossível. Demora, mas apresenta excelentes resultados. E no final, todos saem ganhando.
No mais é isso aí.
Um forte abraço a todos.
Marco Antonio.
Escrito por Marco às 13h59
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Contribuição da Manoela
PRECISA-SE DE MATERIA PRIMA PARA CONSTRUIR UM PAÍS João Ubaldo Ribeiro
A crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e Fernando Henrique. Agora dizemos que Lula não serve. E o que vier depois de Lula também não servirá para nada. Por isso estou começando a suspeitar que o problema não está no ladrão corrupto que foi Collor, ou na farsa que é o Lula. O problema está em nós. Nós como POVO. Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a “esperteza” é a moeda que sempre é valorizada, tanto ou mais do que o dólar. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família, baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nas calçadas onde se paga por um só jornal e se tira um só jornal, deixando os demais onde estão.
Pertenço ao país onde as "empresas privadas" são papelarias particulares de seus empregados desonestos, que levam para casa, como se fosse correto, folhas de papel, lápis, canetas, clipes e tudo o que possa ser útil para o trabalho dos filhos e para eles mesmos. Pertenço a um país onde a gente se sente o máximo porque conseguiu "puxar" a tevê a cabo do vizinho, onde a gente frauda a declaração de imposto de renda para não pagar ou pagar menos impostos. Pertenço a um país onde a impontualidade é um hábito. Onde os diretores das empresas não valorizam o capital
humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas fazem "gatos" para roubar luz e água e nos queixamos de como esses serviços estão caros. Onde não existe a cultura pela leitura (exemplo maior nosso atual Presidente, que recentemente falou que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem econômica. Onde nossos congressistas trabalham dois dias por semana para aprovar projetos e leis que só servem para afundar ao que não tem, encher o saco ao que tem pouco e beneficiar só a alguns.
Pertenço a um país onde as carteiras de motorista e os certificados médicos podem ser "comprados", sem fazer nenhum exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no ônibus, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar o lugar. Um país no qual a prioridade
de passagem é para o carro e não para o pedestre. Um país onde fazemos um monte de coisa errada, mas nos esbaldamos em criticar nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos do Fernando Henrique e do Lula, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem "molhei" a mão de um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Dirceu é culpado, melhor sou eu como brasileiro, apesar de ainda hoje de manhã passei para trás um cliente através de uma fraude, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta.
Como "Matéria Prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas nos falta muito para sermos os homens e mulheres que nosso país precisa. Esses defeitos, essa "esperteza brasileira" congênita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos de escândalo, essa falta de qualidade humana, mais do que Collor, Itamar, Fernando Henrique ou Lula, é que é real e honestamente ruim, porque
todos eles são brasileiros como nós, eleitos por nós. Nascidos aqui, não em outra parte... me entristeço. Porque, ainda que Lula renunciasse hoje mesmo, o próximo presidente que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém o possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Collor, nem serviu Itamar, não serviu Fernando Henrique, e nem serve Lula, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente sacaneados!!! É
muito gostoso ser brasileiro. Mas quando essa brasilinidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, aí a coisa muda... Não esperemos acender uma vela a todos os Santos, a ver se nos mandam um Messias.
Nós temos que mudar, um novo governador com os mesmos brasileiros não poderá fazer nada. Está muito claro...... somos nós os que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda nos acontecendo: desculpamos a mediocridade mediante programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de surdo, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e estou seguro que o encontrarei quando me olhar no espelho. aí está. não preciso procurá-lo em outro lado.
E você, o que pensa?.... medite!!!!!
Escrito por Tikão às 11h48
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Faltava mesmo o mestre Chimba!

Escrito por Tikão às 16h14
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Desculpas!
Peço-lhes desculpa por ter me ausentado durante esses dos dias e ao Marco por não ter colocado o texto na ordem certa no sentido de quem lê, de cima para baixo, ou seja a parte I está depois da parte II dos textos por ele enviadose aqui blogados (por isso cuidado na hora de ler amigo leitor).
Isto só comprova mais uma vez a minha extrema inaptidão para assuntos de informática. Tentarei com usuários de verdade sanar esse erro, beleza?
No mais obrigado a todos por frequentarem esse blog e em especial ao Marco por estas duas maravilhosas contribuições! Faça como ele, envie a sua para o email ali ao lado do bonequinho. O mundão agradece!
Escrito por Tikão às 10h04
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Rolo Com[O]pressor (Parte II)
Como assim? É simples, veja só: como é possível sugerir melhorias (e eu interpreto isso como soluções para problemas reais) em um âmbito muito maior do que o da nossa casa ou da nossa sala de aula, por exemplo? Quero dizer, como buscar soluções para problemas que, na maioria das vezes são velhos conhecidos (tanto quanto suas possíveis soluções), se eu – aquele que está propondo a solução – não acredita, não tem como implementar (por quaisquer motivos), não é simples ou, em menor proporção, não convence ninguém mesmo de que aquilo poderia dar certo? Não posso mais aceitar que nos tempos atuais, com tanta informação circulando – muita bobagem também, reconheço – permitamos uma postura inerte frente às graves distorções/inversões dos valores humanos, a degradação violenta do bom uso da educação e do bom senso. Posições assim são arcaicas, pra não dizer covardes e omissas, e carregam tanta culpa quanto o cidadão que o faz conscientemente. A mudança – inevitavelmente – deve partir do interior para o exterior, as suas atitudes devem ser o reflexo das suas mudanças de postura, a quebra desses paradigmas tão antigos e comuns deve ser feita, mas de forma gradual, branda e inteligente. É preciso se instruir, é preciso se informar, se educar, não ter preconceitos com o que é ético (e não estou aqui querendo fazer insinuações ou relações com o certo e o errado – dado que esses são dois conceitos extremamente circunstanciais), é preciso querer mudar porque você já não consegue mais ver absolutamente nenhum sentido na maneira com que as coisas acontecem à sua volta, elas deveriam ser diferentes, porque dentro daquela circunstância específica, certos conceitos e atitudes já não promovem mais aquela imutável pseudo-consciência de fazer sempre do mesmo jeito porque foi assim que sempre foi feito. Temos que pensar, e pensar muito! Precisamos nos deter e filtrar tudo o que é relevante para o bem comum. Questionar para transformar! Essa sim, deveria ser a nova tônica, o lema comum para que haja, efetivamente, mudanças na postura individual. Aí, talvez, pudéssemos contaminar as pessoas dentro da nossa casa, talvez na nossa sala de aula e – por que não? – no nosso município. Se isso seguiria em frente eu não sei, mas só de pensar na possibilidade de ter mais gente entendendo que somente mudando suas posturas frente aos grandes pilares sociais – educação, saúde, saneamento, emprego e, sobretudo, humanidade para não desvirtuá-las mais ainda – questionando e transformando tudo aquilo que pode (e deve) ser transformado, me deixa muito satisfeito. Não precisamos ser tão grandes a ponto de promover mudanças (radicais ou não) nas pessoas. Devemos nos concentrar na parte que alcançamos, nas pessoas que nos são acessíveis. Basta que uma delas pare, pense e diga: “é mesmo, acho que podemos fazer isso de outra maneira.”. Pronto! Já fizemos a diferença para alguém. E esse alguém se torna multiplicador e gera mais multiplicadores conforme percebe que àqueles que estão à sua volta mantém o mesmo tipo de postura e atitudes em relação à coletividade.
Enfim, tenho consciência de que esse é um assunto vasto, longo, repleto de nuances, subjetividades paradoxais e com muita gente que bate no peito e se diz contra, só pelo simples fato de fazê-lo. Ou por ignorância mesmo, quem sabe? E certamente voltarei a suscitá-lo novamente. Entretanto, já não consigo mais engolir minhas indignações, os retrocessos humanos em troca de valores efêmeros e vantagens disputadas a palmo pelos “espertos” de plantão. De qualquer maneira, meu grito está dado: se for pra mudar, que seja conscientemente; se for para agir, que seja de forma ética; se for para ajudar, que seja de forma mais humana. Tanto quanto seja possível.
No mais é isso aí. Um forte abraço,
Marco Antonio.
Escrito por Tikão às 09h43
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Mais uma contribuição do Marco (Parte I)
Rolo Com[O]pressor
Dia desses, durante uma rotineira aula de matemática e após meu retorno de uma breve licença médica (que durou exatamente o instante de uma semana), fui surpreendido com a solicitação de alguns alunos: responder algumas questões formuladas por eles que, se bem me lembro, era trabalho de outra matéria, orientado por um colega de trabalho.
Formuladas de maneira genérica e, até certo ponto, tímidas, as perguntas seguiam uma lógica linear, mas uma lógica. No entanto, uma das perguntas me chamou mais a atenção do que as demais devido à amplitude de sua generalidade e possibilidades de respostas. E é claro, quem me conhece, sabe que eu adoro essas coisas.
Dizia ela: “Quais sugestões você daria para a melhoria do nosso município?”.
Comecei respondendo com outra pergunta: “Você acredita que o aluno que jogou aquele papel no chão que está ao lado da lixeira, teria alguma sugestão para melhorar o problema do lixo no município? Pra mim não tem. Porque se ele não consegue se importar com um pequeno papel no chão da sua sala de aula, alegando que está contribuindo para a manutenção do emprego do pessoal de apoio que é responsável pela manutenção, organização e limpeza do colégio (diga-se de passagem, a maioria concursado, coisa que esse aluno não deverá conseguir, se continuar assim), irá se importar com o mesmo problema em proporções bem maiores? É, mas na casa dele certamente isso não deve acontecer. Mudou a circunstância.”. E aí começou a minha viagem. Viagem porque não consigo mais dissociar nada das circunstâncias sob as quais as situações acontecem. E, em verdade, conforme disse para minha atenta e desesperada aluna - que tentava a todo custo transcrever para o papel o que eu dizia em velocidade positivamente variada – que não existem melhorias reais sem mudanças reais. E não existem mudanças reais sem transformações humanas reais!
Não há como forçar uma pseudo-transitividade - no sentido inversamente proporcional da expressão - em relação às necessidades e aos desejos humanos, isso seria ultrapassar o limite da vontade de se manter vivo. Ou simplesmente aceitar que se está vivo devido a um mero acidente genético. Ou ainda aceitar passivamente – sem nunca questionar ou procurar entendimento – as implicações e conseqüências decorrentes das posturas e atitudes que perpetuamos enquanto estamos vivos.
Escrito por Tikão às 09h43
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Analise da Média(parte II), por Marco.
Então ele gasta R$ 5,20 a mais por mês – de R$ 26,00 para R$ 31,20. E R$ 62, 40 a mais no ano – de R$ 312,00 para R$ 374,40. Considerando que seu salário é de R$ 350,00 por mês e dividindo pelos 26 dias úteis de trabalho, teremos:
R$ 350,00 : 26 = R$ 13,46/dia
(quanto ele ganha por dia sem descontos e sem comissões)
Então, para pagar a média anual dele para o próximo ano, ele deverá trabalhar
R$ 374,40 : R$ 13,46 = 27,82 dias
Ou seja, para bancar o seu cafezinho com leite e um pão francês com manteiga durante o período de outubro de 2006 a outubro de 2007 – se não houver mais nenhum aumento – ele terá que trabalhar aproximadamente 28 dias do seu ano para pagar essa despesa. E se fosse até aí estaria tudo bem também, acredito eu, pois num Estado cheio de feriados, recessos e falta de comprometimento, trabalhar 28 em 312 dias do ano – cá pra nós – é moleza. O problema reside na discrepância dos juros cobrados (e oficialmente permitidos) por parte dos fornecedores, vendedores e prestadores de serviços. Não ficou claro? Observe o caso do aumento da média que, como disse acima, foi de 20%. Se o índice acumulado em 12 meses para esse tipo de produto está em 3,27%, por que incidir com uma alíquota de 20%? Quer dizer, por que cobrar quase cinco vezes a mais do trabalhador?
(E aqui cabe um gancho para outra reflexão. A justificativa para a prática de juros tão abusivos é de que os aumentos concedidos pelos governos ao correspondem ao ajuste real. Ora, mas como, se a inflação está controlada? Quer dizer: se todos praticam as mesmas taxas de juros e correção, como é que esses ajustes não estariam correspondendo ao real? Então, quem está mentindo?)
É fácil perceber que, dos R$ 374,40 anuais que ele precisará ganhar nos próximos 12 meses para sustentar o vício de tomar café com leite e pão com manteiga pela manhã antes de ir trabalhar, 16,73% corresponde ao lucro do dono da padaria que ele freqüenta. Quer dizer, a diferença cobrada a maior na média, R$ 0,17, não é nada (nas circunstâncias descritas) por assim dizer, mas significa muito lucro para o dono, dado que não temos somente um trabalhador que sustenta tal hábito. Quer dizer:
R$ 0,17 x 26 dias x 12 meses = R$ 53,04
O dono da padaria lucra, em média, R$ 53,04 (a mais) em cima do bolso do trabalhador. Está achado pouco? Então pare um dia em frente a uma padaria qualquer, e faça um média de quantas pessoas tomam média pela manhã. Pense agora nas que tomam a média à tarde. Sem falar naquelas que o fazem nos dois turnos...
Se de todos os clientes da padaria, 10 forem fixos e tomarem média diariamente (conforme descrito), ao final de 12 meses, o dono poderá contar com mais R$ 530,40 a mais no seu caixa. E sem qualquer aplicação financeira!
E para fechar a reflexão, pergunto a você, leitor: Sabe quanto os bancos pagam na aplicação de menor risco para a economia brasileira, que é a poupança? Eu respondo: em torno de 0,6%. Legal, né?
Escrito por Tikão às 09h41
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Analise da Média(parte I), por Marco.
Bom, vamos divagar um pouco sobre a questão do aumento da média (pingado + pão francês + manteiga – e isso tem que ficar bem claro...) para o bolso do trabalhador.
O aumento foi liberado pelo governo devido à inflação. Legal. E o que significa? Inflação é um número, percentual, mas é um número. E esse número expressa o aumento médio de preços de uma economia ou de segmentos desta economia, observado sempre um período de tempo, provocando uma perda do poder aquisitivo da moeda. Os índices de inflação servem também como indexadores de reajuste dos preços dos produtos e serviços oferecidos ao consumidor. Como nos contratos de aluguel, por exemplo.
Para a discussão ficar mais legal, tomemos como exemplo (fictício, claro) um trabalhador do comércio, que ganha até dois salários mínimos (+ comissões, quando existem) por uma jornada de trabalho de 48 horas semanais. Consideremos que ele ganhe um salário mais comissões.
Como existem vários indicadores financeiros (e cada um deles mede a inflação em um determinado segmento), vamos usar o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo. É calculado pelo IBGE nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além do Distrito Federal e do município de Goiânia. Mede a variação nos preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias com rendas entre 1 e 40 salários mínimos. O período de coleta de preços vai do primeiro ao último dia do mês corrente e é divulgado aproximadamente após o período de oito dias úteis).
Através de umas simples pesquisa na internet é possível verificar e atestar a veracidade desses índices financeiros. Pois muito bem, o IPCA acumulado (em 12 meses) é de 3,27%. Quer dizer que de outubro de 2005 até outubro de 2006 a inflação foi da ordem de 3,27%. Isto significa que um produto que custava R$ 100,00 em 14/10/2005, custaria R$ 103,27 em 14/10/2006. Simples, não?
O aumento da média de R$ 1,00 para R$ 1,20, representa um aumento de 20% sobre o valor do custo anterior. Quer dizer: R$ 1,00 x 20% = 0,20 => R$ 1,00 + R$ 0,20 = R$ 1,20, certo? E para o nosso amigo trabalhador, que tem muito mais coisas com o que se preocupar além de ficar fazendo contas sem sentido, esse aumento não é sentido de forma drástica. Isto porque faria com ele deixasse de consumir aquele produto ou ainda reduzisse o seu consumo. Nesta conta – que é como uma mordida de morcego hematófago – acontece o seguinte, considerando que o nosso pobre companheiro trabalha 26, dos 30 dias do mês, em média, e que ele tome a média todo dia.
R$ 0,20 x 26 dias = 5,20
R$ 5,20 x 12 meses = 62,40
Escrito por Tikão às 09h40
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Devaneios II; a porraloquice total!
O poder das palavras
Não há poder maior que o poder das palavras. Em determinadas situações de nossas vidas estas “malditas”, como alerta Saramago, nos ferem com mais megatons que qualquer bomba atômica. O poder destrutivo das palavras é capaz de esvaziar corpos de suas almas, gerando zumbis com os quais nos relacionamos todos os dias. Tal força é capaz desperta nos seus usuários motivações obscuras, conotações e denotações perigosas a cerca da vida levando a interpretações desnecessárias da realidade que quando não perigosas, ridículas.
A palavra é a matéria-prima para solidificação do medo. Com elas pode-se explicitar tudo que é repugnante em nosso íntimo e derrubar todas as defesas da alma. O desmoronamento da identidade, e dos alicerces da vida de uma pessoa não se faz com outra ferramenta que não o martelo do vocábulo. A implosão dos indivíduos tem por dinamite e detonador a mesma figura: o verbo.
Mas esse mesmo verbo é o que havia no princípio, e foi pelo “faça-se” que o mundo surgiu - pelo menos é isso o que as palavras dos livros da sagrada escritura nos falam. A criança apreende e constrói seu mundo quando a palavra passa a conferir-lhe sentido, e mesmo a vida só o é como entendemos, porque foi, e é reescrita todos os dias por nossos contemporâneos nos termos em que a assimilamos.
A palavra também é argamassa, cimento e tijolo do pensamento. Concretiza também sonhos. Ergue catedrais praças, casa, montanhas, ruas, cidades... Motiva guerreiros em canções e justifica a luta gloriosa. É o combustível do amor, e canal mais legítimo do mesmo. Arriscaria até a dizer que é sua fonte... Um beijo nunca se equivalera a um “EU TE AMO” apaixonado. A morte ganha novas cores com a palavra, que insiste em nos convencer de que ela não é o fim, mas o princípio de uma nova história, a ser traduzida em novas expressões, que não cabem em nosso vocabulário e, portanto mistério.
Faz-se justa e necessária a reverência a tamanho poder que atormenta e encoraja os homens por tanto tempo. Fruto da razão humana, que transcende até mesmo esta muitas vezes, não só subjugando-a como ao seu próprio criador. A palavra é acima de tudo um ser vivo. Que ao mesmo tempo em que é serviçal é criadora do homem. Um ser mutante. Dúbia em sua essência! Rainha de quem a domina e o algoz de quem nela se perde.
O poder que emana das palavras é o único existente. Pois fora dele nada mais foi, é ou será.
Escrito por Tikão às 22h08
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GUIA DE CURSOS UNIVERSITÁRIOS; enviado por e-mail pelo Marco; Parte II
ADMINISTRAÇÃO:
Pseudo-yuppies metidos a besta que pensam que podem mandar no mundo só porque usam o terno da moda, pasta 007 e caneta Montblanc. Na verdade os administradores são as pessoas que irão falir sua empresa de um jeito inevitável. Um macaco faria a mesma coisa que ele, só que a preço de banana...
INFORMÁTICA & CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO:
Tarados e pedófilos em potencial, descontam todo o desejo sexual reprimido em seus computadores. A memória de seus PC's está lotada quase que totalmente por fotos de mulheres nuas (às vezes homens) e filmes pornográficos, ou jogos como Doom, Blood ou Karmagedon. Definitivamente falam uma língua própria, e babam enquanto isso.
CINEMA:
Uma idéia na cabeça, uma câmera na mão e uma barriga vazia.O cineasta tupiniquim pode até ter grandes idéias para grandes produções épicas, mas terá que se contentar com curtas-metragens de segunda categoria. A maioria deles tornam-se produtores, roteiristas e atores de filmes pornográficos de fundo de quintal, geralmente usando suas esposas ou seus maridos como coadjuvantes. Alguns com mais sorte se tornam críticos de cinema, e como são frustrados esculhambam todo e qualquer filme que aparece.
OCEANOGRAFIA:
Se os oceanógrafos não forem surfistas ou oficiais da Marinha, eu realmente não sei o que eles são. Alguém aí conhece algum oceanógrafo? Dizem que eles fedem a peixe.
PEDAGOGIA:
Outro curso da série de cursos "Candidata(o)s ao Golpe do Baú". Alguém já precisou ou pelo menos conhece alguém que já precisou de um pedagogo?
ECONOMIA/CONTABILIDADE:
Cursos formadores de mãos-de-vaca e picaretas em geral. Alguns se tornam prefeitos de Jundiaí, outros empresários de jogadores de futebol, mas todos têm os mesmos destinos: Ilhas Cayman, em vida, e o Inferno, em morte. O primeiro economista foi Nostradamus, afinal sempre previa o pior e quase nunca acertava.
PUBLICIDADE E PROPAGANDA:
Eis a escória da humanidade. Seres que bolaram os reclames da Sukita ou daquele cachorro escroto da Skol que fica abanando o rabo não merecem ser classificados como detentores de 46 cromossomos. Você confiaria em alguém que usa a expressão "self-made man" ao invés de "auto-didata?" São o que há de pior na humanidade depois dos flamenguistas, brizolistas, mangueirenses, economistas, químicos orgânicos e das vendedoras de assinatura de jornal pelo telefone.
ENFERMAGEM:
São os famigerados médicos que não passaram no exame psicotécnico para carteira de motorista, e isso têm sérios problemas locomotores para dar injeções nos outros. Mas dão. Curso predileto para tarados que têm fantasias sexuais em hospitais.
VETERINÁRIA/ZOOTECNIA:
O profissional destas áreas mexe, dentre outras coisas, com a extração de sêmen de bovinos e suínos. Extremamente desagradável, mas sempre tem gente que nasce pra essas coisas.
FONOAUDIOLOGIA:
O fonoaudiólogo passa a vida tentando se comunicar com os outros. Geralmente não consegue (o mesmo vale para ufólogos). Se você conseguir falar rapidamente a frase "Três pratos de trigo para três tigres tristes", pronto, você está contribuindo para a extinção desta profissão.
MEDICINA:
Seres arrogantes e presunçosos, até o dia em que esquecem toda a caixa de ferramentas dentro de um paciente em uma cirurgia. Alguns são presunçosos porque passaram na USP, UNICAMP ou na UFRJ, outros porque afogam chineses na piscina da faculdade, outros porque têm certeza que passarão a vida enxertando dúzias de litros de silicone em modelos namoradas de jogadores de futebol. Não costumam ser muito mais do que isso.
FARMÁCIA:
Loucos que não tiveram a capacidade de passar em medicina, mas que querem tirar onda de que curaram alguém. As pessoas que cursam farmácia são, antes de tudo, indivíduos sem coração, pois só mesmo sendo muito mal para trabalhar numa industria que ganha dinheiro com a desgraça dos outros. Alguns vão trabalhar em pesquisas e para isso matam ratos, coelhos, ovelhas, bois, vacas e ainda tem a cara de pau de dizer que isso vai ajudar milhares de pessoas. Pô, ninguém tem dinheiro para comprar remédio! Enfim, seres da pior qualidade.
FÍSICA:
Cuidado! Loucos em potencial. Seres esquisitos com desvios de personalidade quando crianças, sujeitos a suicídios e trovoadas após ligeira desilusão amorosa. Sentimentais, explodem por qualquer coisa, principalmente se trabalharem com maturação de plutônio em usinas nucleares. Melhor manter distância.
METEOROLOGIA:
Serve para dar a previsão do tempo. Visto que as previsões são do tipo: "Amanhã, ou pela semana, talvez, pode ser que haja possibilidade de chuva. Ou não". Totalmente inútil.
FILOSOFIA:
O estudante de Filosofia é um futuro desempregado que passa seu tempo procurando pêlo em ovo e dissertando sobre isso. A maioria acaba trabalhando como carregador de caminhão na feira ou office-boy de escritório. 100% dos filósofos brasileiros modernos já assistiram "Super Xuxa Contra o Baixo Astral", e todos dizem que encontraram fortes influências de Aristóteles, Weber, Nietzche e Kafka neste filme. ("A Filosofia é uma ciência tal que, com a qual ou sem a qual, a vida continua tal e qual").
SOCIOLOGIA: Nosso ex-presidente, FHC, é sociólogo. Já basta!
Escrito por Tikão às 16h45
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GUIA DE CURSOS UNIVERSITÁRIOS; enviado por e-mail pelo Marco
DIREITO:
São basicamente dois os tipos de advogados: os pilantras bem-sucedidos, ricos, e os pilantras mal-sucedidos, pobres, que passam a vida em porta de cadeia. Dizem que existem advogados honestos, mas nunca ninguém viu. É como diz o ditado: "Se você faz Direito, já começou fazendo errado".
FISIOTERAPIA:
Os estudantes de fisioterapia pensam que ficarão a cuidar de joelhos podres de jogadores de futebol decadentes, e com isso ganhar muito dinheiro. Com a concorrência do mercado atual, deverão contentar-se em arrancar as unhas encravadas da vizinhança. Na verdade o fisioterapeuta conta com a velhice das pessoas. Quanto mais velho você fica, mas contente ele fica.
NUTRIÇÃO:
Muitos dos cozinheiros do programa da Ana Maria Braga são nutricionistas formados, o que talvez explique a falência dos bons hábitos alimentares. E também da TV brasileira.
HISTÓRIA/GEOGRAFIA:
Curso preferido dos indecisos, vagabundos e candidatas ao Golpe do Baú. O candidato que escolhe essa carreira com certeza gosta de uma moleza, já que uma vez que ele aprende isso, nunca mais vai precisar estudar de novo já que a história não muda... A maioria dá aulas em escolas públicas a vida inteira e morre pobre e desgostoso, com exceção das que conseguiram concretizar o Golpe do Baú.
PSICOLOGIA:
Os estudantes de psicologia dizem buscar o seu eu-interior, seja lá o que for isso. Mas a verdade é que eles passarão 5 anos de suas vidas pensando porque raios eles prestaram esse troço no vestibular. Profissão facilmente substituída por um tarólogo, dado o elevado grau de importância destas duas atividades. Na verdade só existe uma pessoa que tem seus problemas resolvidos numa consulta com um psicólogo. Ele mesmo. Afinal, levou o seu dinheiro (e não foi pouco), seu otário!
ENGENHARIA:
Mestres da sapiência. Engenheiros têm um ar superior dentre as outras raças. Foram eles que projetaram os prédios (que desabaram), pontes (que estão caindo), estradas (que estão esburacadas), enfim, devemos tudo a eles. Engenheiros adoram seus computadores, e por eles são capazes de matar. Nunca faça um comentário do tipo "Ei, esse tal de Autocad é uma coisa imbecil, não é mesmo?" na presença de um engenheiro. O engenheiro é espécie em extinção já que não existem engenheiras para a reprodução.
ARQUITETURA:
Diz-se que o arquiteto não é macho o bastante para ser engenheiro, nem bicha o suficiente para ser decorador. Breve deverá optar por uma das duas, uma vez que o computador faz tudo que o arquiteto faz e mais um pouco.
LETRAS:
Toda mulher que é mulher de direito e de fato um dia já pensou em prestar Letras. 95% dos alunos deste curso são mulheres, o que talvez explique a má qualidade do ensino da língua portuguesa neste país. Estatísticas mostram que 50% das alunas de Letras já assistiram "Titanic" 7 vezes e choraram em todas. As outras 50% já assistiram o mesmo filme também 7 vezes, mas ainda não o compreenderam, apesar de também terem chorado em todas.
BIOLOGIA:
A biologia tem um poder de atrair belas mulheres para seu curso. Este fenômeno é inexplicável, já que biologia só fala de insetos, ratos e outros bichos nojentos que elas odeiam.
ENGENHARIA QUÍMICA:
O Engenheiro Químico é um indivíduo da pior espécie. Rejeitado pelos engenheiros, que dizem que eles não sabem nada de engenharia; e pelos químicos, que dizem que eles sabem tanto de química como de engenharia. Ou seja, eles não são nada.
QUÍMICA:
O químico gosta de testar seus experimentos em si mesmo, principalmente se estes contarem com grandes doses de álcool. Não há notícias de algum químico que jamais tenha sido reprovado no bafômetro ou no anti-doping. Além disso, químicos têm o estranho hábito de se acharem mais espertos que todo mundo. Sempre dispostos a dissertar sobre o mal que faz o cigarro e outros aditivos químicos. Pode-se dividir os químicos em algumas classes. O químico orgânico. Normalmente homossexual, pois está sempre descobrindo uma maneira mais estável de se abrir o anel. E o químico inorgânico, que têm sérios problemas visuais, normalmente usa óculos, pois vive falando "Veja como a química é bela!" Química? bela? Eu não conheço (só algumas - raras - mas existem). Pode-se descobrir a opção sexual de um químico pelos seus hábitos no laboratório. Se ele gosta de pipetar muito, é sinal de que é um químico orgânico. Se, por outro lado, ele faz muitas titulações, para estar sempre com a mão na bureta, ele é um químico inorgânico. Além disso, o jaleco é um outro indicativo. Se o jaleco tem o desenho do Piu-Piu ou do Mickey ele é químico orgânico. Se tem uma caveira gigante escrito "See Ya in Hell" ele é químico inorgânico especializado em metal. Além disso, jalecos muitos limpos e sem buracos são coisas de químico orgânico (viado). Químico macho e sem medo do perigo tem jaleco esburacado e sujo! O químico, mesmo com todos os problemas econômicos, tem sempre seu emprego garantido no mais dos organizados negócios do Brasil. O crime. Pode fazer ataques terroristas ou sendo traficante.
JORNALISMO:
Há basicamente 3 tipos de jornalistas: os puxa-sacos-êxito, que bajulam os patrões e conseguem bons empregos, os puxa- e-arranca-saco, detestáveis, que acabam em jornais menores bolando manchetes de impacto como "ROSINHA, A MELHOR GOVERNADORA DO MUNDO!", e os não puxa-sacos, que geralmente largam a faculdade para cursar História e tornarem-se anarquistas radicais. 60% dos estudantes de jornalismo não entenderam o filme "2001: Uma Odisséia no Espaço", mas 100% deles dizem que entenderam. O jornalista é o único universitário que sai da faculdade podendo emitir opiniões sobre o que sabe e o que não tem a mínima idéia. E todos acreditam neles.
BIBLIOTECONOMIA:
Taí um curso que todo mundo sabe que existe, mas ninguém sabe pra que serve. Nem os próprios estudantes de Biblioteconomia. Tá na lista dos cursos "Candidata(o)s ao Golpe do Baú".
ODONTOLOGIA:
O dentista recém-formado trabalha 14 horas por dia de graça e reclama do patrão explorador. Quando ganha nome, ele se torna o patrão explorador.
MATEMÁTICA:
Se algum dia você pensou em fazer matemática, com certeza pensou em fazer um piercing, bater com o carro só para ver como é que é, e pulou da janela do seu quarto para ver se iria doer. Matemática é um curso para masoquistas em geral, que por serem muito feios (já teve algum professor(a) de matemática bonito(a)?) não conseguem realizar suas fantasias sexuais por falta de um parceiro. Assim, eles vão se deliciar em resolver integrais múltiplas, sistemas de equações diferencias não lineares e outras bizarrices sem nenhuma aplicação para o mundo.
EDUCAÇÃO FÍSICA:
Reúne o inútil (aquele que presta isso) ao agradável (jogar bola). Reparou como os professores de Educação Física estão sempre em forma? É lógico, eles morrem de fome. São gente boa na maioria das vezes, mas por quê eles dizem "Hoje vamos praticar um pouco de Voleibol" ao invés de "E aí, vamo jogar bola?"? Alguém tem idéia de como são as provas para um curso de educação física?
Escrito por Tikão às 16h45
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Mundão Express
Preço da passagem:
Alguém sabe me explicar o que tem de tão especial no Cantelmo - além de Tati, é claro - para a passagem custar R$ 1,45? Se bem que o bairro deve ter um imenso potencial urbanístico, e os caras da empresa de ônibus já o estão prevendo, o que para tanto são ótimos, afinal cobrar um absurdo desses se manterem no mercado a tanto tempo, é sem dúvida um golpe empresarial de mestre.
A verdade vem à conexão cabo:
Dá uma olhada no que o "GUIA DE CURSOS UNIVERSITÁRIOS" que o Marco me envio no tópico que fala do meu curso:
HISTÓRIA/GEOGRAFIA:
Curso preferido dos indecisos, vagabundos e candidatas ao Golpe do Baú. O candidato que escolhe essa carreira com certeza gosta de uma moleza, já que uma vez que ele aprende isso, nunca mais vai precisar estudar de novo já que a história não muda... A maioria dá aulas em escolas públicas a vida inteira e morre pobre e desgostoso, com exceção das que conseguiram concretizar o Golpe do Baú.
rsrsrsrs
Depois publico os demais, como o próprio Marco sugeriu...
Sobre a prova da Câmara de Friburgo que eu fiz ontem:
Não é a toa que os cartões de resposta são parecidos com os de loteria...
O preço do pingado e do pão francês com manteiga aumentou de R$ 1,00 para R$ 1,20. Para quem saca de matemática um pedido: caucula a diferença no bolso do trabalhador no fim do mês aí...
Botafogo:
Nas palavras de Edinho: "Êta time vagabundo!"
Brasil Comunista (?):
Deu na folha ontem:
Entre hoje e amanhã, o Brasil terá pela primeira vez um presidente da República nominalmente comunista. Com as viagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a trabalho à Venezuela e do vice José Alencar aos EUA por motivos médicos, o cargo passa no final da tarde de hoje às mãos de Aldo Rebelo, 50, presidente da Câmara dos Deputados e um dos principais líderes do PC do B.
Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u86608.shtml
Acho que não era bem isso que o Prestes esperava. Voltemos à prancheta pessoal...
Escrito por Tikão às 10h41
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Devaneios...
Em tempos em que tudo converege para homogenidade, eu prefiro ser contraponto. Tocando a vida em compassos sincopados e atonais, que para os ouvidos acostumados com a música mediocres da mesmice sempre na sua eterna, monótona e pobre melodia, a vida para mim flui em cores e sons que num ballet sisnestésico me leva a uma percepção do mundo diferenciada.
O mundo para mim é belo nas suas imperfeições, O fraco ao meu ver é quem é o forte por ser tão poderosamente resistente em sua fraqueza. A beleza da derrota é infinitamente maior pela lição que nela se engendra que a efemeridade da vitória - concretização de um plano acabado que é deixado de lado assim que se ergue o troféu.
Que o mundo passe a ver o "diferente", o "errado", o "feio" não como o que deve ser combatido, condenado e reprovado, mas como parte do todo. E mais: que o mundo - esse mundão véi sem portêra nosso - não possa caber só no angulo de visão - na visão de mundo - da maioria. Pois muitas vezes a humanidade, em sua unanimidade - dita ideal - cometeu sacrilégios. Foi assim na Inquisição, nos regimes autoritários e na propagação do capitalismo e de seus valores. O mundo apesar ser um lugar, não pode ser visto de uma maneira só. Se fosse assim, o que seria dos estadios de futebol? Da democracia? Da música? Do bom vinho? Das mulheres? e das demais COISAS BOAS DA VIDA? Uma mesmice só, oras...
Por isso que eu digo: que se dane a homogenização acéfala do nosso tempo: e vida longa à diferença, que aliás, segundo Darwin é a razão de ser da evolução das espécies, e o motor da história para o bom e velho Marx.
Escrito por Tikão às 22h35
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Palestra com Ivan Pinheiro na FFSD
A LUTA SINDICAL NO BRASIL - DOS ANOS ’80 AOS DIAS ATUAIS
IVAN PINHEIRO
SECRETÁRIO GERAL DO PCB
Dia 14/11 (terça) às 19:30h
LOCAL: SALA 1 DO BLOCO C DA FACULDADE DE FILOSOFIA SANTA DOROTÉIA
(Rua Monsenhor Miranda, nº 86 - Centro)
ASSOCIAÇÃO DE DOCENTES DA FFSD
COORDENAÇÃO DO CURSO DE HISTÓRIA
Escrito por Tikão às 13h35
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Conversando com o diabo; Por Frei Beto
– Você existe mesmo? – Ora, não lembra o que disse o cardeal Ratzinger? “Para os fiéis cristãos, o Diabo é uma presença misteriosa, mas real, pessoal e não-simbólica.” – Talvez concorde com o último predicado. – Por quê? – perguntou o Diabo. – Porque símbolo, reza a etimologia da palavra grega, é o que une, agrega. O antônimo é diabolos, o que desagrega. Desculpe a minha falta de fé. – Em mim ou no cardeal? – Nos dois. Na ausência de uma boa dúvida cartesiana, fico com Spinoza: se você, contra a vontade de Deus, induz os seres humanos a praticar o mal, e ainda nos condena à danação eterna, que diabos de deus é esse que o deixa impune e ainda permite que sejamos punidos por você? Afinal, você é inimigo ou cúmplice de Deus? – Não esqueça, fui criado por Deus. – Não como demônio, mas como anjo – observei. – Sim, agora sou um anjo decaído, pois fiz com que a primeira criatura, Adão, se voltasse contra o Criador. Adão tornou-se cativo de meu reino. Jesus teve que morrer na cruz para resgatá-lo. – Não me venha com esse papo de Mel Gibson – reagi. – Você bem sabe que Deus tinha o poder de arrancar Adão do reino do mal sem precisar mandar o seu Filho e deixar que sofresse tanto. Qual pai se compraz com o sofrimento do filho? Jesus veio nos ensinar o amor como prática de justiça. E foi vítima da injustiça estrutural que predominava em sua época, como ainda hoje. – Deus tentou me enganar – queixou-se o Diabo. – Manteve em segredo o nascimento de Jesus. Mas, à medida que o Filho crescia, fui percebendo quão perfeito ele era. Quis, portanto, tê-lo ao meu lado. – Você tentou seduzi-lo três vezes e quebrou a cara. Prometeu-lhe os reinos deste mundo, mas ele preferiu o de Deus; mandou que transformasse pedras em pães, mas ele não acedeu à primazia dos sentidos; quis vê-lo voar como os anjos, atirando-se do pináculo do Templo, mas ele optou pelas vias ordinárias, e não pelos efeitos extraordinários. – Admito que não consegui dobrá-lo aos meus caprichos. Mas desencadeei as forças do mal contra ele, até que morresse na cruz. – Mas ele ressuscitou, venceu o mal – frisei. – Sim, Deus me enganou. – Como assim? – O homem Jesus era a isca na qual Deus escondeu o anzol da divindade de Cristo. Ao perceber isso, era tarde demais. – Por que Deus, em vez de sacrificar seu Filho na cruz, não matou você? – Isso é um segredo entre mim e Deus. – Não posso acreditar que Deus comparta qualquer coisa com você, como as almas de seus filhos e filhas, e nem mesmo a existência. Ou acha que vou acreditar que a falta de Adão tenha sido mais grave que o assassinato do Filho do Homem na cruz? – Eu sou a contradição de Deus – vangloriou-se o Diabo. – Você já leu Robinson Crusoé? Lembra da “catequese” que ele tentou impingir em Sexta-Feira? Este indagou: “Se você diz que Deus é tão forte, tão grande, ele não é mais forte e mais poderoso que o Diabo?” Crusoé confirmou. Então, Sexta-Feira concluiu: “Por que Deus não mata o Diabo para ele não fazer mais maldade?” Embaraçado, Crusoé fingiu que não ouviu. – O que você responderia? – indagou o Diabo. – Diria que Deus não pode matar o que não criou. Você é uma criação das religiões arcaicas que dividiam o mundo entre as forças do bem e do mal, o que a Bíblia rejeita, embora alguns políticos atuais queiram justificar seus ímpetos bélicos e suas ambições imperialistas na base desse dualismo. – Mas eu figuro na Bíblia! – exaltou-se ele. – O que não significa que de fato exista, assim como Adão e Eva também estão citados lá e nunca existiram. Adão significa “terra” e Eva, “vida”. A Bíblia, como um livro em linguagem popular, antropomorfiza conceitos abstratos. Ou você acha que Elias subiu ao céu num carro de fogo e que existe o dragão citado no Apocalipse? – Então você não crê na minha existência? Como explica tanto mal no mundo? – Você mente tanto e tão bem que até faz a gente tender a acreditar que existe. O mal é uma decorrência da liberdade humana. Eternizar o castigo é eternizar o mal. Somos chamados a responder livremente ao amor de Deus. E onde há amor há liberdade, inclusive de se fechar a ele. – E no inferno, você acredita? – Fico com Dostoievski, “o inferno é a incapacidade de não poder mais amar”. Borges frisa que “é uma irreligiosidade” crer no inferno. – Mas eu sou real – insistiu o Diabo. – Deus não tem concorrente – rebati. – Nós inventamos você para nos eximir de nossas responsabilidades e culpas, por nem sempre corresponder ao que Deus espera de nós.
Frei Betto é escritor, autor de Treze Contos Diabólicos e um Angélico, que a editora Planeta faz chegar às livrarias neste mês.
Escrito por Tikão às 12h00
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Tirinha dos Malvados
http://www.malvados.com.br/
Classificação: 
Indispensável!
Categoria: Link
Escrito por Tikão às 17h43
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O novo sub-produto do Homo sapiens sapiens Já tem endereço
O Homo cantagalensis

Encontrado nas imediações de um vale abastado na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro essa espécie tem por meta o infortúnio de seu próximo, como bem salientou a poetisa Amélia Tomás - um representante da espécie desgarrada desse bando – ao comparar o modo de vida do Homo cantagalensis ao de uma fêmea dos caninos, pelo fato destes renegarem - pelos motivos mais sórdidos - suas crias.
O Homo cantagalensis, ao conviver com os seus, não vê vantagens no mutualismo como modalidade de sobrevivência. O parasitismo é a mola mestra de sua atuação. O que acaba por sobrecarregar os minimamente comprometidos com a sobrevivência do bando e da perpetuação da espécie. Mas a preocupação destes é inadequada. Pois a ninhada - a seu modo - aprendem cedo a usufruir das benesses da exploração alheia, privando de justos benefícios os reais interessados no bem comum do grupo. Mas tudo isso não acontece por acaso; o exemplo vem de cima...
Os chefes do bando são os que melhor ensinam os membros menos abastados a se socializarem de forma parasitária. Detendo o direito de mando por sobre as terras do vale em que habitam esses Homo cantagalensis são tidos como entidades sobrenaturais, que estão acima do bem e do mal. Mas claro essa devoção é tem preço: o pseudo-parasitismo, que pelos mais fracos do bando se dá a partir “boa vontade” dos chefes; que sempre deixam um pouco - mas um pouquinho só! - de alimento para manter as manadas nutridas, para que eles possam também parasitar estas.
Mas o Homo cantagalensis comum não se sente parasitado facilmente! O chefe - no processo de parasitá-lo - o entorpece com vários tipos de cerimônias, nas quais o Homo cantagalensis se esbalda ao pensar que está levando vantagem sobre os seus senhores. Ledo engano... Pois nas comemorações torpes em que o Homo cantagalensis interage com seus pares - embora este possa se beneficiar ao parasitar os companheiros – no fim das contas acabará por perder os que se deixam parasitar.
E quando o vale fértil se esgotar e os membros mais adaptados sobreviverem e evoluírem e buscarem outros bandos decentes, o Homo cantagalensis será uma lembrança ruim como os abomináveis e pré-históricos Tiranossauro rex e General Emílio Garrastazu Médici.
Escrito por Tikão às 16h55
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Genô Exilada!
Após uma tentativa de fuga da área que lhe fora destinada, cavando por sob a cerca de madeira que faz divisa com a horta aqui de casa - causando sérios danos às hortalícias que alí se encontravam - a simpática tartaruguinha amiga da galera Genovéva - Gêno, para os íntimos - foi extraditada do seu canteiro para a casa de minha Tia Sheyla.
Genô passa bem e finalmente reencontrou uma velha amiga - a Marlene - tartaruga dos Zanon Castro que ensinou as técnicas de fuga à nossa amiguinha enquanto esteve por aqui. Mas ainda que bem acompanhada, esse blog lança a campanha para que os corações do pessoal aqui de casa se sensibilizem e a Genô possa voltar à sua casa/canteiro.
Por isso, conto com vocês nessa campanha intitulada de VOLTA GENÔ! Afinal, ninguém merece ficar exilado; nem mesmo as tartarugas anarquistas!
Escrito por Tikão às 10h04
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Eu já sabia...
Segundo a revista Diabets Care, após muitas pesquisas, ficou comprovado, embora não se saiba ainda de que maneira, que ingerir café diminui a chance do indivídou contrair Diabetes do tipo II em 60%.
Viva nosso ouro negro!
E que nossas canecas nunca se sequem desse suntuoso chá de insônia.
Obs: Viva também o Botafogo; e alguém nas laranjeiras salve o tricolor, pelamordedeus...
Escrito por Tikão às 12h45
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Lula lá... Na Bahia.

Parece que ele não teve problemas de embarque no aeroporto...
Escrito por Tikão às 13h50
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Finados...
AS PESSOAS SÃO ÚNICAS
"as pessoas que partem de
nossas vidas, nunca partem sós
deixam um pouco de si, levam um pouco de nós...
cada um que passa em nossa vida,
passa só, pois cada pessoa é única, e nenhuma substitui a outra. cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa só. leva um pouco de nós, deixa um pouco de si. há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada. esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova de que duas almas não se encontram por acaso..."
(Antoine de Saint-Exupéry)
Escrito por Tikão às 12h05
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Fique por dentro!
Composição do Senado para 2007 por partido:
PMDB - 18 senadores Jarbas Vasconcelos (PE) - eleito Joaquim Roriz (DF) - eleito José Sarney (AP) - reeleito Pedro Simon (RS) - reeleito Neuto de Conto (SC) - mandato até 2011 - assume lugar de Leonel Pavam (PSDB) Wellington Salgado (MG) - mandato até 2011 - é suplente de Hélio Costa (PMDB), que atualmente ocupa o cargo de ministro das Comunicações Gerson Camata (ES) - mandato até 2011 - licenciado do cargo, mas retorna em 2007 José Maranhão (PB) - mandato até 2011 - licenciado do cargo, mas retorna em 2007 Regis Fichtner Velasco (RJ) - mandato até 2011 - assume vaga de Sérgio Cabral Garibaldi Alves Filho (RN) - mandato até 2011 Geraldo Mesquita Júnior (AC) - mandato até 2011 Geovani Borges (AP) - mandato até 2011 - é suplente de Gilvam Borges (PMDB) Mão Santa (PI) - mandato até 2011 Ramez Tebet (MS) - mandato até 2011 Renan Calheiros (AL) - mandato até 2011 Romero Jucá (RR) - mandato até 2011 Valdir Raupp (RO) - mandato até 2011 Almeida Lima (SE) - tem mandato até 2011
PFL - 18 senadores Eliseu Resende (MG) - eleito Jayme Campos (MT) - eleito Kátia Abreu (TO) - eleita Rosalba Ciarlini (RN) - eleita Raimundo Colombo (SC) - eleito Maria do Carmo Alves (SE) - reeleita Adelmir Santana (DF) - mandato até 2011 - assume vaga de Paulo Octávio (PFL) Roseana Sarney (MA) - mandato até 2011 Antonio Carlos Magalhães (BA) - mandato até 2011 César Borges (BA) - mandato até 2011 Demóstenes Torres (GO) - mandato até 2011 Edison Lobão (MA) - mandato até 2011 Efraim Morais (PB) - mandato até 2011 Heráclito Fortes (PI) - mandato até 2011 Jonas Pinheiro (MT) - mandato até 2011 José Agripino (RN) - mandato até 2011 Marco Maciel (PE) - mandato até 2011 Romeu Tuma (SP) - mandato até 2011
PSDB - 13 senadores João Pessoa Cícero Lucena (PB) - eleito Marconi Perillo (GO) - eleito Mário Couto (PA) - eleito Marisa Serrano (MS) - eleita Alvaro Dias (PR) - reeleito Arthur Virgílio (AM) - mandato até 2011 Eduardo Azeredo (MG) - mandato até 2011 Flexa Ribeiro (PA) - mandato até 2011 Lúcia Vânia (GO) - mandato até 2011 Papaléo Paes (AP) - mandato até 2011 Sérgio Guerra (PE) - mandato até 2011 Tasso Jereissati (CE) - mandato até 2011 João Tenório (AL) - mandato até 2011 - assume o lugar de Teotônio Vilela (PSDB)
PT - 10 senadores Eduardo Suplicy (SP) - reeleito Tião Viana (AC) - reeleito Aloizio Mercadante (SP) - mandato até 2011 Delcídio Amaral (MS) - mandato até 2011 Fátima Cleide (RO) - mandato até 2011 Flávio Arns (PR) - mandato até 2011 Ideli Salvatti (SC) - mandato até 2011 Paulo Paim (RS) - mandato até 2011 Serys Slhessarenko (MT) - mandato até 2011 Sibá Machado - mandato até 2011 - suplente de Marina Silva (PT), ministra do Meio Ambiente
PDT - 5 senadores João Durval (BA) - eleito Osmar Dias (PR) - mandato até 2011 Augusto Botelho (RR) - mandato até 2011 Cristovam Buarque (DF) - mandato até 2011 Jefferson Péres (AM) - mandato até 2011
PTB - 4 senadores Epitácio Cafeteira (MA) - eleito João Vicente Claudino (PI) - eleito Mozarildo Cavalcanti (RR) - reeleito Sérgio Zambiasi (RS) - mandato até 2011
PSB - 3 senadores Renato Casagrande (ES) - eleito Antonio Carlos Valadares (SE) - mandato até 2011 Patrícia Saboya Gomes (CE) - mandato até 2011
PL - 3 senadores Alfredo Nascimento (AM) - eleito João Ribeiro (TO) - mandato até 2011 Magno Malta (ES) - mandato até 2011
PCdoB - 2 senadores Inácio Arruda (CE) - eleito Leomar Quintanilha (TO) - mandato até 2011
PRB - 1 senador Marcelo Crivella (RJ) - mandato até 2011
PPS - 1 senador Expedito Júnior (RO) - eleito
PRTB - 1 senador Fernando Collor de Mello (AL) - eleito
PP - 1 senador Francisco Dornelles (RJ) - eleito
PSOL - 1 senador José Nery (PA) - mandato até 2011 - assume vaga de Ana Júlia Carepa (PT)
Escrito por Tikão às 12h14
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